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Produtos industrializados serão carro chefe das exportações paranaenses de

Vendas ao mercado externo de produtos de maior valor agregado cresceram no

08/03/07 às 00:00
O Paraná conta com o crescimento das exportações de produtos industrializados para continuar ampliando seu espaço nas vendas de frango de corte do Brasil no mercado internacional. Esses produtos têm maior valor agregado e estão sendo destaque nas exportações das indústrias paranaenses nos últimos meses. No acumulado de 2006, comparado a 2005, as vendas de produtos industrializados apresentaram o crescimento de 197,15% em receita - alcançando US$ 44.422.031,00. Já em volume, as exportações desse item tiveram o expressivo crescimento de 159,34%, o que representou a comercialização de 19.532.996 quilos de frango, contra 7.531.528 quilos em 2005.

Essa tendência está se repetindo em 2007. De acordo com levantamento do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), em janeiro deste ano o faturamento com as exportações de industrializados de frango tiveram alta de 17,35% comparado a janeiro de 2006. No mesmo período em 2007, foram vendidos 3.524.287 dólares de produtos avícolas industrializados, contra 3.003.166 dólares em janeiro de 2006. Em volume, também houve avanço, com as exportações desse item alcançando alta de 3,19%.

Dos 55.228.120 quilos de frango de corte comercializados com o exterior em janeiro deste ano, 1.484.018 quilos foram de produtos industrializados.

A estimativa para o ano de 2007 é de que os industrializados estimulem um crescimento recorde para as exportações paranaenses. A expectativa do presidente do Sindiavipar é de que as exportações totais de frango de corte superem em 10 a 15% do acumulado de 2006. Com isso, as exportações paranaenses devem chegar à casa dos 820 milhões de toneladas, superando o ano de 2005, quando o estado comercializou 790 mil toneladas de frango de corte com o exterior. "Em 2005, a avicultura paranaense viveu o seu melhor momento nos últimos anos, superando todos os recordes de produção e exportação. Nosso desafio é manter a produtividade e as vendas lineares durante todo o ano de 2007, com números similares aos obtidos no segundo semestre do ano passado, para que assim possamos fechar o balanço de 2007 com novos recordes de produção e exportação", afirma Martins.

Entre os desafios para se chegar a esse objetivo ele cita a ampliação do mercado consumidor. Hoje, os 49 principais mercados consumidores do frango paranaense respondem por 96% das exportações do Paraná no segmento. Os principais mercados do frango de corte paranaense são Arábia Saudita (16,30%  de participação nofaturamento das exportações do Paraná), seguido por Japão (14,60%), Hong Kong (10,56%), Holanda (9,97%) e Kuwait (6,78%).

Outro fator de preocupação é a pressão sobre os preços dos insumos agrícolas utilizados na avicultura, como milho e soja, além da paridade cambial que tem prejudicado o posicionamento do produto brasileiro no mercado internacional.
De acordo com o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, a evolução nas vendas dos produtos industrializados é um avanço para o segmento no estado.

Segundo ele, entre os diferenciais brasileiros na venda externa está a questão da sanidade. "O Brasil é tido como um país livre da influenza aviária. E a sanidade está sendo bem cuidada. O país tem quantidade, qualidade e preço", completa.

Raio-X da avicultura do Paraná
Quanto à produção de frangos, o Paraná se consolidou como o principal
produtor brasileiro de frango de corte. De acordo com a Secretaria de Estado
de Agricultura e Abastecimento, o estado é responsável por 22% da produção
nacional de aves. No acumulado do ano passado, foram abatidos 1.011.344.959
cabeças, com média/mês de 84.278.746 cabeças abatidas. Em janeiro de 2007, o
Paraná abateu 93.281.187 cabeças, número 10,23% superior a dezembro do ano
passado.

Com esse desempenho, tanto na produção quanto nas vendas com o mercado
internacional, a avicultura é um dos principais destaques do agronegócio brasileiro. Hoje, o segmento responde por 50 mil postos de trabalho no estado, empregando mais de 9 mil famílias paranaenses.


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