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Câmara de Curitiba discute pedidos de afastamento

02/05/12 às 00:00 - Atualizado às 11:30   |  Da Redação

A Câmara Municipal de Curitiba retoma hoje as sessões em meio à repercussão das novas denúncias envolvendo vereadores, tanto da base de situação quanto de oposição, acusados de receberem verbas de publicidade do Legislativo da Capital. Na segunda-feira, os vereadores Paulo Salamuni (PV) e Renata Bueno (PPS) cobraram o afastamento de todos os parlamentares apontados pelas reportagens da RPC/Gazeta do Povo, como tendo sido beneficiados por estas verbas. A lista inclui desde o atual presidente da Casa, vereador João Luiz Cordeiro (PSDB); ao ex-líder oposicionista, Algaci Tulio (PMDB) e o presidente do Conselho de Ética, Fernando Garcez (PSDB).
Segundo as denúncias, um ex-funcionário do gabinete de Cordeiro é sócio de um jornal de bairro que recebeu recursos da Câmara. Já Algaci Tulio admitiu ter recebido verbas da Casa para programas de rádio apresentados por ele. Quanto a Garcez, ele seria sócio do jornal Folha do Boqueirão, que teria recebido pelo menos R$ 35 mil em recursos da Câmara.

 “Todos os vereadores que tem algum cargo estratégico no Legislativo devem ser afastados. A Câmara Municipal de Curitiba não suporta mais esse tipo de situação. Para o bem da instituição, para o bem do Poder Legislativo, os vereadores envolvidos devem se afastar”, disse Salamuni. “Os vereadores denunciados, de uma forma ou de outra, assumiram que recebiam dinheiro oriundo da verba de publicidade da Câmara Municipal. Além disso, o afastamento dos cargos que ocupam não é nenhuma sentença, mas sim uma maneira de facilitar as investigações e resgatar a credibilidade do Legislativo”, defendeu.

Já o líder da bancada oposicionista, vereador Jonny Stica (PT), afirmou que vai aguardar as explicações dos acusados antes de pedir oficialmente o afastamento dos cargos na mesa e nas comissões. “Acredito que o ideal é que todos aqueles vereadores que nos representam em alguma comissão e na mesa diretora peçam o afastamento para que não restem dúvidas de sua influência em alguma investigação. Contudo, não podemos cercear o direito de defesa de nenhum parlamentar. Recebemos o pedido do presidente da Casa, João Luiz Cordeiro (PSDB), para que, antes de tomarmos alguma medida, ouvíssemos suas explicações pessoais no plenário. Demos um prazo até quarta-feira (hoje) para que isso ocorra”, alegou.

Stica diz que, ainda hoje, após as explicações, haverá uma reunião da oposição para definir se a bancada pedirá o afastamento. “Não vou disputar para ser o primeiro a protocolar o pedido. Acredito que, antes, devemos ouvir as explicações dos denunciados. Caso não fiquemos convencidos, a bancada de oposição pedirá o afastamento”, afirmou.



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