19º

Futuro de Demóstenes começa a ser definido terça-feira

Conselho de Ética vota relatório que prevê abertura de processo de cassação de senador

06/05/12 às 15:16 - Atualizado às 15:16   |  Agência Brasil
Senador de Goiás é acusado de favorecimento a Carlinhos Cachoeira (foto: José Cruz/Abr/divulgação)

O futuro político do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) começa a ser traçado na próxima terça-feira (8). Nesse dia, o Conselho de Ética do Senado – formado por 16 senadores – vota o relatório sobre a abertura do processo de cassação contra o parlamentar de Goiás. A votação é nominal e aberta, diferentemente do que ocorre no plenário do Senado – onde a sessão e a votação são fechadas e permitida apenas a entrada de parlamentares e alguns assessores.O relatório preliminar do senador Humberto Costa (PT-PE) propõe a abertura de processo de cassação contra Demóstenes. Para o relator, há indícios que levam Demóstenes a ter de responder por processo disciplinar, com sinais de quebra de decoro parlamentar e de práticas contrárias à ética.

No relatório, Costa relaciona uma série de ações atribuídas ao senador de Goiás em favor do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No plenário do Senado, Demóstenes negou manter relações políticas e de negócios com Carlinhos Cachoeira. Segundo ele, ambos eram apenas amigos.O processo de cassação foi instaurado a partir de uma ação movida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Nela, o PSOL acusa Demóstenes de quebrar o decoro parlamentar por se envolver com Carlinhos Cachoeira – investigado pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo, nas quais foram flagrados diálogos de Cachoeira, seus interlocutores e vários políticos, inclusive Demóstenes.

A Operação Vegas, comandada pelo delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa, identificou um esquema de exploração de caça-níqueis e contratos públicos comandado por Cachoeira, envolvendo governadores e parlamentares de vários partidos políticos.Amanhã (7) deve ser aberto o acesso dos 32 integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira ao inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal, com restrições de segredo judicial. Os documentos serão preservados em uma sala, mantida sob segurança durante o dia e à noite. Os parlamentares não poderão usar celular nem computador no local, na tentativa de evitar o vazamento de informações.

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