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Custo da alimentação apresenta queda de 1,32%

Salário Mínimo Necessário, no entanto, ficou em R$ 2.329,35

07/05/12 às 20:07   |  Redação Bem Paraná

A variação mensal da alimentação básica para o trabalhador de Curitiba em abril apresentou queda de 1,32%. No acumulado do ano registra-se alta de 0,29% e o acumulado em 12 meses aponta alta de 1,15%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O custo da ração alimentar essencial mínima para uma família curitibana (1 casal e  2 crianças), foi  de  R$ 748,08 (setecentos e quarenta e oito reais e oito centavos) sendo necessário 1,20 salários mínimos somente para satisfazer as necessidades do trabalhador e sua família com alimentação.

Para um trabalhador, a ração alimentar essencial mínima teve um custo de R$ 249,36, apresentando alta de 1,32%, com um custo diário de R$ 8,31. Um trabalhador residente em Curitiba, e que ganhe o Salário Mínimo precisa trabalhar 88h12min de uma carga horária estipulada em lei de 220h00min.

Ainda, o Salário Mínimo Necessário em abril de 2012 deveria ser de R$ 2.329,35. Este valor é levantado conforme determina a lei que estabeleceu o Salário Mínimo, o Decreto Lei 399 e a Constituição em seu artigo 7, capítulo IV que diz: “Salário Mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas (do trabalhador) necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte  e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim,”.

O alimento que apresentou maior variação foi a banana, com alta de 10,64%. No mês passado, porém, o produto havia registrado queda de 5,52%. Óleo de soja (3,47%), leite (1,49%), carne (1,12%), tomate (1,10%), manteiga (0,09%) também apresentaram alta.

Em contrapartida, o preço do açúcar apresentou queda de 2,79%. Também apresentou queda o arroz (-1,78%), batata (-1,60%), pão (-0,67%), feijão (-0,63%) e café (-o,12%). O preço da farinha de trigo ficou estável.

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