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Greve deve ganhar força a partir de hoje

UFPR e UTFPR tiveram paralisação apenas parcial. No País, cerca de 33 Ifes aderiram

18/05/12 às 00:00

A greve dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) deflagrada ontem, deve ganhar força a partir de hoje no Estado enquanto se espera a adesão de outras instituições pelo País. No primeiro dia da greve nacionaleram cerca de 17 Ifes em greve, incluindo a Universidade Federal do Paraná e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
A greve dos professores da UFPR inciou para valer após uma aula pública realizada no pátio da Reitoria, no Centro. O ato foi marcado para começar às 14 horas. Isso quer dizer que durante a manhã, boa parte dos cursos teve aula normalmente. Durante a aula pública, foram debatidos os principais problemas que afetam a educação pública e as universidades na atualidade. Na UTFPR, também houve aula normal na parte da manhã sem grandes prejuízos aos alunos que apareceram. Para hoje esperava-se uma adesão maior dos professores.
Ontem, a Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), divulgou uma nota aos professores para tirar dúvidas sobre a greve, esclarecendo sobre o direito de greve no serviço público e o estágio probatório. Servidores em estágio probatório não podem ser punidos por participarem de greves, aponta a nota. A cartilha disponibilizada foi organizada no sentido de reunir informações sobre a legislação pertinente.


Nacional — Professores de 33 universidades federais aderiram à greve da categoria deflagrada ontem, de acordo com balanço do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Os profissionais pedem a reestruturação do plano de carreira e melhoria das condições de trabalhos nos novos campi que foram criados nos últimos anos por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).
De acordo com Aloisio Porto, do Comando de Greve da Andes, o atual plano de carreiras não permite um crescimento satisfatório do professor ao longo da carreira. “Hoje para chegar no teto da carreira ele levaria quase 30 anos”. De acordo com o dirigente sindical, foram feitas mais de dez reuniões com o Ministério do Planejamento para revisão dos planos, mas não houve avanço na negociação.
O Ministério da Educação (MEC) informou, por meio de nota, que “reafirma sua confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos campus universitários federais”. O governo ressalta que o aumento de 4% negociado no ano passado com os sindicatos já está garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento será retroativo a março, conforme previsto no acordo firmado com as entidades.

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2 Comentários
  • Barbara 18/05/12 às 10:05
    Greve é o último recurso e infelizmente teve que ser utilizado. É um movimento contra o povo, mas os alunos da UFPR apoiam o motivo desta greve. O governo só faz aumentar o número de vagas em instituições federais. Se continuar assim, em breve teremos o sucateamento das universidades públicas e o ensino gratuito do país por completo estará comprometido, já que o Ensino Fundamental e Médio é remediado com "politicas sociais" de apoio...
  • JOÃO BATISTA NOIA FILHO 18/05/12 às 06:47
    Greve e um movimento do povo contra o própio povo, entendo ser o unico mecanismo para poder negoc iar se direito, com tudo, deve haver medida melhor de se negociar direito e que nãoo de prejudique este povo tão sofrido, com a greve quem ganha força são os politicos classe social hj indegesada, e que precisa sofrer uma grande reciglagem por serem necessários, na minha visão devemos mecher com quem esta nos prejudicando e não com quem não tem nada haver (povo), Vamos queimar os neuronios e descubrir mecanismo melhor para reenvidicação de direito . João Noya - Gestor de RH.

    Que tal uma lomada eletronica nas verbas publica? pensem nisto!