18º

Operação prende policiais em foz do Iguaçu

PF e PRF trabalharam em conjunto para desarticular esquema de contrabando na fronteira

01/06/12 às 00:00
Durante o cumprimento dos mandados de busca foi apreendido muito dinheiro em espécie (foto: Divulgação/DPF)

Uma Operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por meio da sua Corregedoria, e a Polícia Federal (PF), prendeu até o meio da tarde de ontem 16 pessoas, entre os quais oito policiais rodoviários federais, suspeitos de facilitar o contrabando na região de fronteira. Tmabém foram cumpridos até as 16 horas 28 mandados de busca e apreensão.
A Operação Carro Forte envolveu 146 policiais federais e 10 policiais da Corregedoria Regional da PRF no Paraná. Além das prisões, foi pedido o afastamento das funções policiais de um dos envolvidos. Também foi decretada a quebra de sigilo fiscal e o bloqueio de contas bancárias dos investigados e pessoas próximas.


Após dois anos de investigação, foi determinado pela Justiça Federal o cumprimento de oito mandados de prisão de Policiais Rodoviários Federais que trabalham na Região de Foz do Iguaçu, informou a comunicação da PRF no Paraná.
A investigação acompanhou durante cerca de dois anos uma suposta organização criminosa que atuava na BR-277, entre Foz do Iguaçu e Cascavel, facilitando a entrada de mercadorias de grande valor, ilegalmente importadas do Paraguai. O esquema pode ter movimentado milhões de reais. Os funcionários públicos envolvidos teriam usado o dinheiro ganho no esquema na compra de imóveis, carros de luxo e empresas.
Segundo a Polícia Federal, todas as buscas foram realizadas tendo sido apreendidos 10 veículos, uma moto, uma moto aquática, uma lancha com motor, armas, munições, celulares, computadores, aproximadamente R$ 145 mil em espécie, R$ 56,5 em cheques e U$ 5,6 mil, e demais elementos de prova que evidenciam a ligação dos envolvidos aos crimes em apuração. Ainda ontem todos os presos foram transferidos para a custódia da Superintendência da PF em Curitiba.

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1 Comentário
  • Liah 17/06/12 às 01:59
    O que entristeçe é saber que todos esses maus elementos a essas alturas ja estão direçionados por bons advogados e não chegam nem conheçer a prisão, ja ja ganham liberdade, voltam para suas funções de cabeça erguida como se nada tivesse aconteçido ou consultam bons médicos que os deixam afastados por anos e ainda seguem sendo remunerados "dessa vez" comendo, bebendo e dormindo sem síquer se preocupar com
    hora, dia ou noite! as leis desse país são brandas demais "somente onde não deveria ser" esses caras deveriam ir é pro "lho-da-rua" sem interrogatório! muita falta de ética e vergonha na cara, ja não basta todo privilégio que a profissição lhes ofereçe e ainda tem que meter a mão! eles estão alí pra coibir esse tipo de atitude e não pra praticar, são crinosos e deveriam ser punidos a altura mais é uma pena que isto está longe se ser realidade nesse país da impunidade e da hipocrisia!