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Governo do RJ fecha lixão depois de 34 anos

04/06/12 às 00:00

O Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho foi finalmente fechado ontem. Após 34 anos, o maior aterro sanitário da América Latina deixa de macular a imagem do País e do Rio às véspera da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Presente ao ato simbólico de fechamento do lixão, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, lançou o “desafio de o Estado do Rio de Janeiro ser o primeiro a cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos”.
Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, todos os aterros sanitários no entorno da Baía de Guanabara serão fechados até o fim do ano. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.305, de 2010, prevê o fechamento de todos os lixões do País até 2014. A ministra Izabella definiu o cumprimento do prazo para implantação da política como um “desafio imenso”.
“O prazo é muito curto, mas é importante que os instrumentos para a concepção desse objetivo sejam consolidados”, disse Izabella, em entrevista coletiva, lembrando que a responsabilidade de erradicação dos lixões é dos municípios.
Segundo ela, o governo federal financia iniciativas locais de adequação à lei. Criado em 1978 à beira da Baía de Guanabara, sobre área de manguezal e cercado pelos Rios Iguaçu e Sarapuí, o Aterro de Gramacho recebia 9,5 mil toneladas de lixo por dia. A maioria (75%) vinda do Rio.

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