23º

Governador nega relação com Cachoeira

Perillo diz que em 30 mil gravações, só apareceu uma ligação dele para o empresário

13/06/12 às 00:00 - Atualizado às 21:17
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB): “Liguei para o empresário, não o contraventor” (foto: Wilson Dias/ABr)

O governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo (PSDB), negou em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira ontem, manter “qualquer relação” com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Perillo disse que das 30 mil gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal durante três anos, em apenas uma houve uma ligação para cumprimentar Cachoeira pelo aniversário. O governador negou também conhecer o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish.

Na sua exposição inicial, Perillo disse que jamais ocorreu outra ligação para o contraventor para seu telefone particular ou para o seu gabinete. E reforçou que quando telefonou para Cachoeira, ligou não para um “um contraventor”, mas para um empresário que atuava no setor farmacêutico.

O governador de Goiás disse que não há nenhum ato que tenha beneficiado ou sugira qualquer beneficiamento ao grupo de Cachoeira. Ele disse que compareceu à CPI para “restabelecer a verdade dos fatos”. “Estou sendo vítima de todos esses acontecimentos deflagrados pela Operação Monte Carlo”, afirmou. Perillo lembrou que pediu de “forma voluntária” o pedido de abertura do Ministério Público Federal contra ele e também esteve na CPI para se colocar à disposição para depor.

Questionado sobre as relações com os personagens da Delta citados no inquérito, ele nega contatos. “Nunca conversei com o sr Cavendish. Sei que ele foi a Goiás, mas comigo (não esteve) nunca. Quanto ao sr. Claudio Abreu, estive com ele uma vez acho que na casa do senador Demóstenes e uma ou duas vezes na campanha”, diz Perillo.
Casa - Sobre a venda da sua casa, imóvel onde Carlinhos Cachoeira foi preso, reafirmou que agiu de boa-fé. “Vendi (a casa) pelo valor de mercado. Depositei o pagamento em minha conta bancária. Declarei tudo no Imposto de Renda (…). Se houvesse qualquer elemento fraudulento nesse negócio, jamais teria anunciado esse negócio. E completou: “Se alguém tirou vantagem, foi sem meu conhecimento. Não tem qualquer relação comigo.”
Perillo disse que o ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB) se apresentou como comprador da casa. Quando a escritura seria lavrada, no entanto, disse não ter conseguido dinheiro.

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