14º

Negociações não chegaram nem à metade das propostas

As divergências ainda são intensas e atingem principalmente recursos e conceitos básicos

16/06/12 às 15:55 - Atualizado às 15:56   |  Agência Brasil
Paralelamente acontecem eventos por todo o Rio de Janeiro: nas favelas se pede o combate às desigualdades (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

A delegação do Brasil, que assumiu o comando das negociações na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), apresentaria neste sábado (16) um documento consolidado sobre o que foi acordado até agora entre as delegações dos 193 países que participam do evento. Já foram negociadas cerca de 38% das propostas. Porém, as divergências ainda são intensas e atingem principalmente recursos e conceitos básicos.

Desde a sexta-feira (15), os  negociadores intensificaram os trabalhos, ampliando as reuniões para até as 23h. O objetivo das delegações foi adiantar ao máximo o texto preliminar a ser apresentado hoje para os brasileiros para a consolidação do documento final. Nos próximos dias 20 a 22, o material será examinado por cerca de 115 chefes de Estado e de Governo.

Ontem, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, pediu aos grupos que redobrassem os esforços para a obtenção de acordos e para o fim dos impasses até a reunião de cúpula. O apelo gerou reações, mesmo que ainda faltem 62% do documento para serem negociados, segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável, Assuntos Econômicos e Sociais da Rio+20, Nikhil Seth.

“[Ontem] as negociações estavam caminhando bem melhor do que há dois dias”, disse Seth, informando que  mesmo indicando avanços nos debates, a porcentagem não reflete a disposição dos negociadores em chegar, rapidamente, a um acordo. “Muitos negociadores disseram que se sentem encorajados com o clima positivo e que certamente haverá avanços mais importantes com a provável conclusão do texto até o dia 19.”

Seth confirmou que as negociações ainda estão travadas por pontos estratégicos do debate, que não encontram consenso entre os representantes dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento. As divergências recaem principalmente sobre questões como a implementação dos compromissos com o desenvolvimento sustentável,  a transferência de tecnologias e a reafirmação e o aprofundamento de metas estabelecidas há 20 anos, na Rio92.

“Havendo acordo em relação a essas questões maiores, ocorrerá acordo em torno das outras questões. Não existe um grupo especial tratando da reafirmação de compromissos da Rio92. O tema aparece em vários parágrafos do texto. Ou seja, uma vez que essas questões divergentes estejam resolvidas, resolveremos esses colchetes rapidamente”, disse Seth, mantendo o otimismo sobre os acordos.

No entanto, Seth alertou que não é mais o momento para debates minuciosos e que as negociações entraram em uma nova modalidade. O governo brasileiro vai anunciar como, no comando das negociações, vai conduzir esses debates. As reuniões dos comitês preparatórios foram encerradas ontem à noite, mas alguns grupos continuarão tentando refinar o texto para que o documento seja concluído no dia 18 e submetido à Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 19.

Publicidade
1 Comentário
  • ANTONIO rODRIGUES DE lIMA 16/06/12 às 19:05
    E lamentavel todo estes aparatos "com bons intuitos" sabise que tudo fica mais tarde no esquecimento demagogo dos nossos Puliticos, que nâo defende os entereses da NAÇÃO BRASILEIRA. seus entereses em 1(primeiro)lugar. somam lucrus e dividendos aos seus aliados e parentes e Amigos. será mas outros tratados que se acunulam com os do passado que não foram compridos. e que se fosemos citar daria um Jornal.