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Incêndio em trem mata 32 na Índia

31/07/12 às 00:00

Índia — Um incêndio atingiu um vagão de trem cheio de passageiros adormecidos no sul da Índia ontem, matando pelo menos 32 pessoas. Sobreviventes correram para a única saída disponível assim que o trem parou, informaram autoridades. Equipes de resgate encontraram corpos carbonizados de vítimas ainda em seus beliches e tentam identificá-las. Um funcionário da rede ferroviária percebeu o incêndio quando o trem - que ia de Nova Délhi para a cidade de Chennai, no sudeste - passou pela cidade de Nellore, por volta das 4h (horário local), disse o funcionário local B. Sridhar. Nellore fica a cerca de 500 quilômetros ao sul de Hyderabad, capital do Estado de Andhra Pradesh. Assim que o alarme foi dado, o trem foi parado e o vagão separado do restante da composição para evitar que o fogo se espalhasse. Os passageiros foram retirados assim que o trem parou. “Como o fogo atingiu uma porta do vagão, as pessoas tiveram de correr para a outra”, disse Sridhar, por telefone, do local do acidente.

Atirador
Estados Unidos — Promotores do Estado do Colorado acusaram ontem o ex-estudante James Holmes por 24 homicídios e 116 tentativas de assassinato, em uma das piores matanças na história moderna dos Estados Unidos. O jovem atirou contra a plateia de um cinema em Aurora, no Colorado, em 20 de julho, durante a estreia do filme “Batman: o Cavaleiro das Trevas Ressurge”. Doze pessoas foram mortas e 58 ficaram feridas. Holmes recebeu duas acusações para cada vítima, por assassinato premeditado e por assassinato motivo torpe. Ambas podem levar o réu à pena de morte. Além das pessoas mortas e feridas no cinema, a polícia posteriormente encontrou o apartamento de Holmes minado. Entre as acusações, está uma de posse de explosivos. No total, Holmes recebeu hoje 142 acusações. Holmes, um ex-estudante de neurociência de 24 anos, parecia tão confuso quando na primeira audiência, uma semana atrás, mas num determinado momento ele trocou algumas palavras com um de seus advogados.

Fuga em massa
Síria — Os combates prosseguiam ontem entre soldados do exército sírio e os insurgentes em Alepo, maior cidade síria em população com 3 milhões de habitantes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 200 mil moradores de Alepo deixaram a cidade nos últimos dez dias. A maioria se refugiu em vilarejos próximos, mas uma parte cruza a fronteira com a Turquia. Alepo está a apenas 50 quilômetros da fronteira turca. Moradores relatam que faltam alimentos e gasolina na cidade e que os preços dispararam no mercado negro. Os bombardeios das tropas do governante Bashar Assad continuam. “Estamos extremamente preocupados com o impacto que os bombardeios e o uso de tanques podem causar nas pessoas em Alepo”, disse Valérie Amos, chefe de assuntos humanitário da ONU “Muitas pessoas buscaram abrigo temporário nas escolas e outros prédios públicos em bairros ainda seguros”, ela disse. “Elas precisam urgentemente de comida, artigos de higiene e água potável”, disse.

Golpe
Romênia — O presidente da Romênia, Traian Basescu, acusou ontem o primeiro-ministro do país Victor Ponta e outros rivais políticos de tentarem desfechar um “golpe fracassado” contra ele, em um referendo pelo impeachment ao qual ele sobreviveu. Por falta de eleitores, o referendo do domingo foi declarado nulo. Ontem, Basescu disse que aqueles que “organizaram este golpe fracassado deveriam ser responsabilizados ante às instituições do Estado”. As declarações de Basescu deverão aprofundar a crise política na Romênia, que se agravou ao longo deste ano. O referendo foi organizado pelo governo de Ponta. A União Europeia (UE) e os Estados Unidos manifestaram a preocupação de que o premiê estivesse tentando afastar Basescu do poder. Ponta assumiu o cargo de primeiro-ministro em maio após a queda do ex-premiê Mihai Ungureanu, que era aliado de Basescu.

Armas
Tunísia — O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou ontem que as sanções impostas pelo Ocidente estão tendo um “sério impacto” na economia do Irã. Mesmo assim, ele reconheceu que “os resultados podem não ser óbvios no momento”, mas diz que Teerã ao menos demonstrou uma recente vontade de entrar em negociações sobre seu programa nuclear. Em visita à Tunísia, Panetta disse para jornalistas que a comunidade internacional ainda está determinada a aumentar as sanções, a fim de impedir que o Irã construa bombas atômicas. O país nega as alegações de que seu programa nuclear tenha fins militares, afirmando que ele destina-se à produção de energia e isótopos médicos.

Ebola
Uganda — Mais seis pacientes suspeitos de contaminação pelo vírus Ebola foram internados em hospitais após investigadores confirmarem um surto da doença numa região remota do oeste de Uganda, informou Stephen Byaruhanga, secretário de saúde do distrito afetado de Kibaale. Segundo Byaruhanga, os possíveis casos de Ebola, em princípio concentrado numa única vila, são agora relatados em outros locais. “Não se trata apenas de uma vila. Há muitas vilas afetadas”. Em declarações feitas ontem, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, aconselhou a população a evitar contatos desnecessários com outras pessoas e afirmou que casos suspeitos de Ebola devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde.  Funcionários do Ministério de Saúde do país e da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciaram no sábado que o Ebola havia matado 14 ugandenses neste mês, encerrando semanas de especulações sobre a causa da estranha doença.

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