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Inflação em Curitiba cai, puxada por queda no preço do cabeleireiro

22/08/12 às 21:00 - Atualizado às 08:48   |   Ana Ehlert
Serviços de cabeleireiro ficaram 3,87% mais baratos (foto: Valquir Aureliano)

Em agosto, os preços do mercado curitibano seguiram na contramão da tendência de aceleração da inflação oficial do País que passou de 0,33% em julho para 0,39%. Em Curitiba o índice de 0,51% em julho recuou para 0,23% em agosto. A desaceleração colocou a cidade como aquela que apresentou a menor inflação entre as capitais acompanhadas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi puxada pelo recuo de 3,87% nos valores cobrados pelos serviços de cabeleireiro e de 1% na conta de energia elétrica, refletindo o restante da redução média de 4,11 % autorizada em 24 de junho.
A retração dos preços dos serviços de cabeleireiro resulta das promoções dos salões de beleza, por conta do inverno, e do repasse da desaceleração de preços dos insumos cosméticos. “A indústria fez há pouco tempo um reajuste que elevou os preços e agora estamos passando por um período de acomodação com queda de preços, que estão sendo repassados ao consumidor final”, afirma o Kyrlei Boff, presidente da Associação Brasileira dos Salões de Beleza.
Com isso, a inflação oficial brasileira acumulada em 12 meses fica em 5,37%. No acumulado do ano, a alta do IPCA-15 é de 3,32%. Em Curitiba estes índices ficaram em 2,89% no ano (jan-ago) e 5,03%, no acumulado dos 12 meses.


O tomate continua sendo o maior valor da inflação, com alta de 36,65% em agosto no País e 48% em Curitiba. Além dele, outro alimento que ficou mais caro em Curitiba que no restante do Brasil foi o pão francês, que subiu 4,69%, contra o aumento médio de 0,86%, registrado na inflação oficial brasileira.
Segundo as explicações do IBGE, a alta global dos preços de alimentos por causa da seca nos Estados Unidos é parcialmente responsável pela inflação maior no Brasil. O clima ruim em áreas produtoras no país também afetou o preço de alimentos perecíveis.
A carne de frango, que vinha registrando deflação nos últimos meses, voltou a subir nos supermercados. O produto ficou 1,01% mais caro entre julho e agosto, após cair 1,30% no mês anterior.
Em Curitiba, o aumento foi maior: 1,60% no preço do frango inteiro e 3,60%, no frango em pedaços. Os ovos subiram 0,77%.
O aumento acontece após sucessivas altas nos preços dos grãos no atacado, produtos que são a base da ração das aves.
A disparada dos preços dos grãos no mercado doméstico foi influenciada pela forte alta dos mesmos nas Bolsas internacionais, após a quebra de safra nos Estados Unidos provocada por uma das secas mais severas dos últimos cem anos no país.

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