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Quase metade de Curitiba é dos“estrangeiros”

Capital se consolida como um importante pólo de migração

30/03/07 às 00:00 - Atualizado às 15:43
Segundo o Censo Demográfico de 2000, realizado pelo IBGE, a população total do município de Curitiba era de 1.587.315 habitantes. Deste total, 783.297 pessoas responderam que nasceram e sempre moraram no município, ou seja, 49,3%. Dos demais 804.018 habitantes que responderam nem sempre ter morado em Curitiba, 47.220 nasceram no município.

Desta forma tem-se que, em 2000, dos 1.587.315 habitantes de Curitiba, 830.517 eram naturais do município, representando 52,3% do total, os demais 756.799 habitantes, 47,7%, nasceram em outros municípios, ou seja, não são naturais de Curitiba. Os dados foram pesquisados e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Também no Censo de 2000 foi perguntado à população de Curitiba com idade acima de 5 anos, onde residia em 1.995. Aqueles que responderam residir em outro município que não Curitiba são os imigrantes de data fixa. Do total da população de Curitiba com idade acima de 5 anos, naquele ano, 1.458.929 habitantes, 10,8%, responderam que estavam morando em outro município ou País 5 anos antes (157.820 pessoas).

A pesquisadora do Ipardes, Marisa Magalhães, comentou que Curitiba é um pólo de intensa migração e acredita que este fluxo migratório seja semelhante em outras capitais da região Sul e Sudeste. Ela ressalta que, embora os números indiquem que quase metade da população nascida na capital não vive mais nela, é preciso considerar que muitas dessas pessoas residem em municípios próximos, na própria Região Metropolitana de Curitiba.

“Este é um processo que vem ocorrendo nas últimas décadas. Inúmeros curitibanos, assim como não curitibanos, que moravam na capital passaram a residir em municípios da RMC. Alguns dos fatores que motivaram esta decisão seriam a proximidade do trabalho, com a instalação de novas indústrias, a preferência por morar num lugar mais calmo ou mesmo o valor dos terrenos, que são mais baratos que os da capital”, citou Marisa.
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