Éden tropical

20/03/13 às 00:00 Por Rodrigo Browne - naesquinadomundo@gmail.com

Muitos leitores certamente conhecem as principais obras do renomado paisagista Roberto Burle Marx: aterro do Flamengo e o calçadão da praia de Copacabana no Rio de janeiro são as mais famosas. Mas existe um local muito especial que vale a pena visitar: o sítio Santo Antonio da Bica, hoje batizado Sítio Roberto Burle Marx, um pequeno paraíso cercado por plantas onde Burle Marx viveu durante 21 anos.

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A propriedade, com uma área verde de 365 mil metros quadrados, possui uma coleção formada por 3.500 espécies de plantas tropicais de várias partes do mundo. Dentro do terreno está uma capela construída em 1681, além das estufas e do ateliê, repleto de pinturas, móveis, cristais e esculturas que pertenceram ao paisagista.

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Convivendo com a vegetação nativa, seu acervo botânico e paisagístico, com ênfase em plantas tropicais autóctones do Brasil, o Sítio é, segundo a opinião de diversos especialistas do país e do exterior, uma das mais importantes coleções de plantas vivas existentes em todo o mundo, sendo de inestimável valor como testemunho das profundas alterações sofridas pela natureza em nosso país. Muitas dessas plantas tinham comportamento completamente desconhecido e necessitavam ser testadas antes de utilizadas em projetos de paisagismo.

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O SRBM conta ainda com importante acervo museológico e bibliográfico, dividido em três conjuntos de imóveis principais, destacando-se, primeiramente, a casa onde o paisagista morava. Esta casa foi aberta ao público em agosto de 1999 e abriga coleções de arte sacra, pinturas e esculturas do próprio Burle Marx e de artistas contemporâneos, arte pré-colombiana, obras de arte popular brasileira em cerâmica (principalmente do Vale do Jequitinhonha) e madeira, mobiliário e objetos de decoração, bem como uma coleção de conchas.

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A casa encontra-se preservada exatamente como por ocasião da morte do doador, constituindo fundamental documento sobre Burle Marx.
O Sítio Roberto Burle Marx está aberto à visitação pública todos os dias, menos segundas-feiras, domingos e feriados. As visitas precisam ser agendadas, em horário comercial, pelo telefone (21) 2410-1412, são conduzidas a pé, acompanhadas por monitor que explica o que é visto, e ocorrem em dois horários: 9h30 e 13h30. O número máximo de visitantes por grupo é de 35 pessoas e o preço do ingresso individual é de R$ 10,00 (não trabalhamos com cheques e cartões, apenas dinheiro como forma de pagamento). Pessoas acima de 60 anos pagam meia entrada.

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A visita dura pouco mais de 90 minutos, percorre aproximadamente 1.800 metros num caminho que se eleva 45 metros desde o ponto de partida. Pessoas de 3ª idade devem ser alertadas para este fato.

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Rodrigo Browne
naesquinadomundo@gmail.com

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