Manifestações tomam todo o Brasil; no RJ, confronto entre manifestantes e Polícia; em Goiânia, reitoria de universidade é invadida

11/07/13 às 17:28 - Atualizado às 23:14 Redação Bem Paraná com agências online

Trabalhadores de todo o Brasil aderiram nesta quinta-feira (11) ao Dia Nacional de Luta, decidida em meio à onda de manifestações que se espalharam pelo país no mês de junho. Segundo relatório nacional divulgado pela Polícia Rodoviária Federal, pelo menos 47 rodovias em 18 estados foram afetadas pelos protestos: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Confira abaixo detalhes dos protestos pelo país:

Brasília:

Segundo a Polícia Militar, cerca de 700 pessoas participam do Dia Nacional de Luta na capital federal. Os organizadores da manifestação, por sua vez, estimam em 5 mil participantes.

Os manifestantes fizeram uma parada em frente ao Ministério da Agricultura e farão um ato também em frente ao Ministério das Comunicações, para pedir a democratização da mídia.

Além das centrais sindicais, que convocaram o protesto, participam também das manifestações movimentos estudantis e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Os estudantes pedem a valorização do professor e mais recursos para a educação. Os grupos LBGT pedem a saída do deputado Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e a criminalização da homofobia.

Goiânia e Anápolis

Em Goiânia, cerca de 5 mil pessoas participaram de ato na praça do Bandeirante, no centro da cidade. Eles reivindicavam , o fim do parcelamento dos reajustes salariais dos servidores públicos e a implementação do salário mínimo regional, além da pauta nacional.

Em Anápolis, a reitoria da Universidade Estadual de Goiás foi ocupada por estudantes e servidores em greve há dois meses. Eles pedem condições de trabalho e de estudo.

Manaus

Em Manaus, cerca de 500 pessoas participaram de uma manifestação que começou às 5h e terminou por volta das 8h, com o protesto sendo acompanhado por cerca de 150 policiais.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o transporte público na cidade operou com apenas 40% da frota e as manifestações foram pacíficas e sem registros de vandalismo.

Entre as organizações da sociedade civil que apoiaram o protesto em Manaus estão CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasi), Movimento Passe Livre, UNE (União Nacional dos Estudantes), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Força Sindical, Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) e CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Rio de Janeiro

Pelo menos duas mil pessoas se reuniram na Candelária, no centro do Rio de Janeiro, para participar da manifestação que começou às 17h. 

Houve confusão no momento em que a Polícia Militar se aproximou de uma manifestante que, segundo os policiais, teria quebrado uma vidraça da Igreja da Candelária. Para impedir que o jovem fosse detido, alguns black blocks, um grupo que costuma ir à frente das manifestações, todos vestidos de preto e mascarados, para revidar qualquer tipo de reação policial violenta, cercou os policiais militares. A multidão foi dispersada com as bombas de gás.

Segundo policiais do 5º BPM, cerca de 300 homens do batalhão e da Polícia de Choque foram mobilizados para acompanhar a manifestação, que deveria partir em direção à Cinelândia e, depois, seguir até o Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.

São Paulo

Cerca de 7 mil pessoas participam da manifestação na capital paulista. Os participantes saíram em passeata da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt por volta das 15h, uma caminhada de cerca de 5 quilômetros.

A Avenida Paulista, inclusive, chegou a ser bloqueada nos dois sentidos, mas já foi liberada.

As lideranças das centrais sindicais destacaram a pauta única do movimento, que inclui: redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários; o fim do fator previdenciário e da terceirização; a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação e 10% do Orçamento da União para saúde; transporte público e de qualidade; valorização das aposentadorias, reforma agrária e suspensão dos leilões e petróleo.

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