Rolhas

06/12/13 às 00:00 Por Tháys Ferrão - thaysbemparana@gmail.com

Elas podem ser de cortiça, sintética, vidro ou tampa rosca (screwcap), mas afinal o que “funciona”, o que é mito ou verdade? Será que logo cairá em desuso os saca rolhas? Será que toda a beleza em abrir uma garrafa de vinhos está condenada?
 
A árvore que produz a cortiça, o Sobrero, já não está conseguindo atender a demanda de todos os produtores do mundo e ainda uma rolha de cortiça chega a custar em torno de dois euros, sendo assim, muitos produtores, principalmente os do Novo Mundo, estão partindo para as rolhas alternativas, que são tão boas quanto as de cortiça. Mas é claro que vai depender do tipo de vinho que se tem: aqueles famosos de guarda, os mais envelhecidos, necessitam de rolhas de cortiça, já os mais jovens, que é a maioria de venda (aqueles que nem esquentam na prateleira) podem utilizar as sintéticas. Austrália e Nova Zelândia tem sua produção quase que 100% utilizando a tampa rosca. Algumas vinícolas italianas utilizam as de vidro.

Não esqueçam que para a utilização de qualquer uma dessas rolhas, o consumo do vinho deve acontecer no dia, caso fique um restante utilize o Vac au Vin (bomba para retirar o ar e conservar o vinho em até cinco dias), devolver a rolha para a garrafa já não será a solução melhor, pois o que altera o vinho é o contato com o ar, e é isso que o Vac au Vin vai fazer, retirar todo ou quase todo o ar da garrafa.

Caros leitores, não será por conta da questão, rolhas de cortiça ou outro tipo, que iremos deixar de degustar vinhos, o que precisamos ter em mente é que tipo de vinhos vamos escolher, isso bem definido a rolha será a conseqüência. Cortiça para os mais potentes e de guarda, as outras para os 90% de vinhos de consumo imediato, que movimentam o mundo.
 
Saúde!


TIPOS DE ROLHAS

Cortiça
Elástica se molda perfeitamente ao gargalo, impedindo o contato da bebida com o oxigênio; não tem sabor nem cheiro. É vulnerável à contaminação por uma substância química volátil, o TCA (tricloroanisol), que provoca odor de mofo e atinge 5% da produção mundial – o chamado vinho bouchonné. Exige que as garrafas sejam armazenadas deitadas, para que a rolha não resseque. Indicados para os Vinhos mais potentes e de guarda.



Sintética
Foi a primeira alternativa à cortiça, surgida nos anos 1990. É a tendência, sobretudo em vinhos mais jovens. É barata, imune à contaminação por fungos e elimina a necessidade de manter a garrafa deitada. Não é tão flexível e permite uma entrada mínima de ar na garrafa. Indicado para os vinhos jovens, brancos, rose ou tintos.



Screwcap
Trata-se da tampa metálica de rosca, largamente usada pelos produtores do Novo Mundo, onde o material já responde por 70% da produção. Na opinião do crítico britânico Jamie Goode, é a mais importante descoberta do mundo dos vinhos nos últimos dez anos. Sendo 100% neutra é livre de cheiro e sabor, imune à contaminação e permite vedar a garrafa depois de aberta. Indicado para os vinhos jovens e os mais leves, consumo em até 6 anos.



Vidro
Em formato cilíndrico, se ajusta à garrafa com uma veda de silicone praticamente invisível. É neutra, imune à contaminação e permite vedar as garrafas já abertas. Precisamos de mais tempo para analisar sua eficiência. Serve para vinhos jovens também

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