Como o psicólogo pode auxiliar adolescentes com obesidade

10/02/14 às 00:00 Por Luciana Kotaka - lucianakotaka@uol.com.br

Intervenções assertivas contribuem para uma autoimagem saudável e a manutenção do peso. Com o crescimento alarmante da obesidade em nosso país vemos a necessidade de se tomar medidas de controle, em função de ser uma doença que traz consigo comorbidades como diabetes, hipertensão, cardíacas, doenças ortopédicas, limitando que o adolescente tenha qualidade de vida, e participe de atividades próprias de sua idade.

Nossos jovens estão cada vez mais vulneráveis ao aumento do peso, seja pela inquietude que vivenciam nessa fase, a impaciência de comer adequadamente, sendo mais rápido e prático consumir um belo fastfood.

Essa fase é de grande instabilidade para os jovens, pois estão expostos a valores que antes desconheciam: pais com atitudes diferentes dos seus, novas regras e uma sede muito grande de confrontar os valores apreendidos, testar-se a si mesmo nesse novo momento, aonde apesar de menores de idade, sentem-se fortes e determinados a novas mudanças e a busca de um estilo próprio.

Nesse contexto nem cabe a situação comer saudável, pois o grupo do qual faz parte acaba sendo seu referencial de maior força e acabam sempre escolhendo os lugares que se sentem confortáveis, com deliciosas “porcarias” a serem consumidas. A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09), já entre as meninas e moças o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%.

Desta forma muitos são os recursos que visam ao tratamento da obesidade, mas que sozinhos não tem se mostrado eficazes, por isso a equipe multiprofissional é necessária para que o adolescente obtenha êxito no tratamento.

A psicologia vem agregar ao trabalho da nutricionista e também do educador físico, pois vai favorecer que o paciente se responsabilize pelo seu processo de perda de peso, aprendendo a compreender sua história com a obesidade, buscando o equilíbrio de suas emoções, mudando os comportamentos, focando sempre no resgate da autoestima, o que o levará ao desenvolvimento de uma relação adequada com a alimentação.

Desenvolver a autoestima para que possam se enxergar nesse novo corpo que vem florescendo é muito importante, pois sentir-se bem é uma busca pelo qual estão determinados, e pegando carona nesse processo, o visual conta muito nessa idade.

Com um comportamento alimentar magro, o adolescente vai adquirindo vários instrumentos, os quais visam a aquisição de um comportamento alimentar adequado e um estado emocional equilibrado. É fundamental que cada pessoa se torne o autor de seu processo de emagrecimento, o que o torna responsável e não sujeito passivo nesse processo que é tão complexo.

Sendo assim, a psicologia vem desempenhar um importante aliado para se trabalhar a obesidade, pois complementa o trabalho de outros profissionais da área de saúde. O trabalho focado na obesidade vem a contribuir de forma efetiva, para que as pessoas emagreçam e possam se manter magros, aprendendo a lidar com a nova imagem corporal.

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