Curitibanos entram na onda de reclamar de preços no Facebook

Ideia é que com a propaganda negativa afasta compradores e força lojistas a baixarem os valores cobrados

18/02/14 às 21:53 - Atualizado às 00:26
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Consumidores de várias capitais brasileiras estão se negando a pagar preços surreais por produtos e serviços. Curitiba aderiu ao movimento para denunciar essa prática nas redes sociais. A página do facebook “Curitiba Surreal- Não Pague” incentiva que sejam postadas fotos de cardápios e produtos e serviços com preços muito altos. A propaganda negativa afasta consumidores e força os lojistas a baixarem os preços.
O movimento começou no Rio de Janeiro, onde ganhou até moedas batizadas de Surreal que trazem a imagem do pintor surrealista Salvador Dalí. A campanha ganhou adeptos em Brasília e em outras capitais brasileiras.
Entre as reclamações postadas pelos curitibanos há o preço de um chopp de 350 ml por R$ 8 e batatas fritas, por R$ 22. A página de Curitiba foi criada em 11 de fevereiro e já conta com 496 participantes.


A ideia é mostrar para a população um mapa dos lugares onde há preços abusivos e deste modo incentivar o consumidor a buscar os locais onde os preços sejam mais honestos, que neste caso também tem uma página específica. Para quem quer saber onde encontrar bares e restaurantes com preços honestos a dica é seguir a página no facebook “Curitiba Honesta”, criada em agosto de 2013, já conta com quase 10 mil seguidores.
O presidente da Associação de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, ressalta que Curitiba oferece estabelecimentos para todos os gostos e bolsos. “Mas cada empresário tem o seu custo de funcionamento, tanto com funcionários quanto com segurança, e esses gastos são levados em consideração na hora de colocar preço nos produtos”, explica.
Além disso, Aguayo ressalta que Curitiba tem como tradição a oferta do Double drink. Por isso, algumas casas cobram um preço maior. “O empresário pode estar cobrando o preço dos dois chopps”, afirma. Ele ressalta que em Curitiba há bares que cobram mais caro, às vezes para selecionar os freqüentadores, mas também há bares que cobram o preço mais de acordo com a realidade.
Na avaliação do presidente da Abrabar, a iniciativa é válida.  Porém, de acordo com as informações que têm acompanhado, a maioria das reclamações de Curitiba são uma represália a baixa qualidade de atendimento recebido.

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