18º

Servidores das universidades federais adiam paralisação

Início da greve estava marcada para a segunda-feira, mas instituições querem mais tempo para se organizarem

13/03/14 às 00:00   |  Ana Ehlert
Professores da UFPR são uma das categorias com parada programada na semana que vem (foto: Franklin de Freitas)

Os servidores técnico-administrativos das universidades federais fazem uma assembleia geral na próxima segunda-feira, dia 17, às 10 horas, no Pátio da Reitoria. Eles discutirão a paralisação da categoria por tempo indeterminado a partir das 13 horas de quinta-feira, dia 20. A medida foi tomada porque não houve avanços entre as negociações da categoria e o governo federal. “As chances de paralisação são de 99%”, segundo Márcio Palmares, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest-PR).
Palmares explica que a paralisação deve começar apenas no dia 20 porque as instituições precisam de tempo para se organizar. Antes a greve estava prevista para ser deflagrada na próxima segunda-feira. A greve deverá atingir os servidores e alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Federal do Paraná (IFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Integração Latino Americana (Unila) e Hospital das Clínicas.


A data foi definida em plenária nacional da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-administrativo das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), realizada no dia 12 de fevereiro. A ampla maioria dos 161 delegados presentes, representando 39 entidades de todo país, entenderam que seria importante deflagrar uma forte greve a partir de 17 de março. Entre as 39 entidades, 24 tinham posição favorável à greve aprovada em assembléia de base, 7 tinham posições contrárias, 6 entidades abstiveram-se e 2 não apresentaram proposta.
Os servidores técnico-administrativos das universidades federais realizam as funções administrativas nas coordenações de curso, bibliotecas, departamentos, pró-reitorias, nas seções de execução orçamentária e em muitas outras.
A categoria reivindica piso de três salários mínimos, data-base e negociação coletiva, antecipação da parcela de 5% de reajuste programada para 2015, fim das privatizações, revogação das leis que criaram a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federal (Funpresp), aposentadoria especial, turnos contínuos e jornada de 30 horas, revogação das orientações normativas que reduzem o adicional de insalubridades e construção e reestruturação das creches das universidades, sem municipalização.

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