Na reta final, Gleisi tenta “colar” em Dilma

22/09/14 às 00:00

Estacionada em um distante terceiro lugar nas pesquisas, a candidata do PT ao governo do Estado, Gleisi Hoffmann, entra na reta final da campanha tentando “colar” em Dilma Rousseff (PT) na esperança de atrair os votos da presidente e candidata à reeleição no Paraná. Mais do que o desempenho decepcionante que a ex-ministra da Casa Civil tem tido até aqui nas pesquisas de intenção de voto, com índices abaixo até da média histórica de seu partido no Estado, chama a atenção o fato de que a senador não consegue sequer repetir os porcentuais obtidos por Dilma entre o eleitorado paranaense. No último Ibope divulgado no final de semana, por exemplo, enquanto a presidente apareceu com 29% da preferência do eleitor no Estado, empatada com Marina Silva (PSB), Gleisi teve apenas 14%, ou menos da metade de Dilma. E essa tendência vem se verificando desde o início da disputa, mostrando que mais do que uma rejeição ao PT, há uma rejeição do eleitor do Estado à pessoa da candidata do partido ao governo.

Voto vinculado
Para combater esse descompasso, no programa do último final de semana, a campanha da petista fez questão de sublinhar que “Gleisi é Dilma, Dilma é Gleisi”. E destacou que o Estado pode ganhar com “as duas trabalhando juntas” pelo Paraná.

Empréstimos
Entre as explicações para essa rejeição está a possibilidade de que tenha efetivamente “pegado” entre o eleitorado, a pecha de que Gleisi teria atuado para bloquear a liberação de empréstimos ao Paraná – tese exaustivamente explorada pelo governador e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), desde o final do ano passado.

Contaminação
Outra possibilidade é de que a candidatura de Gleisi tenha sido “contaminada” pelo noticiário negativo envolvendo o ex-assessor da Casa Civil, Eduardo Gaievski, preso e condenado por estupro de menores, e o deputado federal André Vargas (sem partido), implicado no esquema de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.

No ataque
Em seu programa mais recente, a campanha de Gleisi tentou explorar a ausência de Richa no debate da TV Sudoeste, em Pato Branco, na semana passada. Também fez referência à abertura de investigação do Ministério Público sobre supostas contratações irregulares de funcionários no antigo gabinete do tucano na Assembleia Legislativa.

Vitrine
Enquanto a adversária do PT tenta explorar a agenda negativa, Richa segue fazendo uma campanha focada em propostas e na prestação de contas de sua administração. No programa mais recente, admitiu que ainda há muito o que melhorar na área da saúde, e mostrou planos para a melhoria do transporte em Curitiba e Região Metropolitana.

Voto de silêncio
O esforço de campanha de Marina Silva cobra seu tributo. A candidata apareceu na propaganda extremamente, com a voz em frangalhos. Do jeito que vai, até o final da disputa ela fica afônica.

Velha república
Depois de apanhar muito nas últimas semanas, e ver suas intenções de voto recuarem nas pesquisas, Marina esboça uma reação tímida. Para rebater as acusações de falta de um projeto claro de governo, sua campanha garantiu que ela tem “propostas concretas” para o País. E que ela pretende “aposentar a velha república”.

Realce
Marina apareceu ao lado do cantor e compositor Gilberto Gil, que falou sobre sua amizade com a candidata. E cantarolou um trecho de uma música feita por ele cuja letra fala em “Marinar vou eu, sonho que a menida vai chegar”.

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