Marina parte para o contra-ataque

25/09/14 às 00:00

Quem pensou que Marina Silva (PSB) ia apanhar calada, se enganou. No programa de terça-feira à noite, a candidata partiu para o contra-ataque contra Dilma Rousseff (PT), e explorou pela primeira vez, de forma direta, as denúncias de corrupção na Petrobras. “O Brasil todo está vendo que a Petrobras virou caso de polícia”, apontou a propaganda da socialista, que fez questão de lembrar ainda que a própria Dilma foi presidente do conselho de administração da estatal. O “pulo do gato” no texto foi dizer que a Petrobras perdeu R$ 200 bilhões na bolsa de valores, e que isso equivale a “15 anos de passe livre para todos os alunos que utilizam transporte público no Brasil”. Ou seja, vinculou diretamente o escândalo na maior empresa do País à principal bandeira que foi o motor das manifestações de junho do ano passado, atraindo justamente o público que está insatisfeito com o PT, mas não tem interesse no retorno dos tucanos ao poder.

Desculpas
Marina também acusou os adversários de não terem programa de governo. E que Dilma deveria apresentar um na forma de “um pedido de desculpas”. Também prometeu manter “as coisas boas” e corrigir “as coisas erradas”.

Bateu levou
Aécio Neves (PSDB) também manteve-se no ataque. Criticou o investimento do governo Dilma em um porto de Cuba, apontando que enquanto isso, os portos brasileiros estão abandonados. Os aliados da petista reagiram nas redes sociais, apontando que o tucano entende mesmo é de construir aeroportos nas terras de sua própria família.

Ladainha
O candidato do PSDB parece ter como única bandeira de campanha tirar o PT do poder. “O PT se julga dono do Brasil e acha que pode fazer o que quer”; “o Brasil tem jeito, o que não tem jeito é esse jeito de governar do PT”; e “encerrar esse ciclo de governo do PT” foram as frases repetidas em seu programa mais recente.

Convertidos
O problema do tucano, como bem analisou o jornalista Élio Gaspari, é que ele prega para convertidos. Ou seja, fala para aqueles que já rejeitam e não votam no PT. Mas não consegue avançar um milímetro no restante do eleitorado.

Uma no cravo outra na ferradura
A propaganda de Aécio diz que como presidente da Câmara Federal, ele liderou a aprovação da lei que permitiu que políticos sejam presos por crimes comuns. É verdade. E também aumentou a verba de gabinete dos deputados em 60%.

Moderado
Eduardo Jorge, o candidato maluquinho, retomou o tema da legalização da maconha. Segundo ele, a ideia é “permitir que o sistema de saúde converse com o usuário de forma adulta”, explicando que o melhor para a saúde é não usar, e se for para usar, que se faça moderadamente.

Canteiro
Dilma apareceu de capacete em frente a obras, avistando do helicóptero linhas de transmissão e conversando com engenheiros para falar da construção de usinas hidrelétricas. “Muita gente no Brasil não sabe que estamos realizando uma obra desse porte. Pois é, estamos. Por isso, quando falam que o Brasil está parado eu até acho graça”, ironizou a petista.

Ecológica
Sabe aquele aviso que aparece em alguns filmes dizendo que “nenhuma animal sofreu maltratos” nessa obra. Pois o programa de Dilma fez questão de lembrar que “nenhuma terra indígena será alagada” com a construção de Belo Monte.

Hipster
Marina lembrou o dia da árvore em seu programa do início da semana. Mas ao contrário do que poderia se esperar, não abraçou nenhuma delas.

Cof, cof
Já Dilma exibiu vídeo também em encontro com sindicalistas afirmando que no FGTS e outros direitos dos trabalhadores ela não mexe “nem que a vaca tussa”. A referência é ao programa de Marina que admite flexibilixação da legislação trabalhista.

Marreta
O troféu “sem noção” do dia vai para o candidato a deputado Jorge Kruger, que aparece na propaganda quebrando um aparelho de telefone celular à marretadas. “Você não precisa quebrar as coisas para mudar. Sua marreta é o seu voto”, ensina.

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