Hora de lembrar o número na urna

26/09/14 às 00:00

Faltando pouco mais de uma semana para o primeiro turno da eleição, os candidatos começaram a explorar, com mais destaque, nas últimas propagandas, seus números nas urnas eletrônicas. Isso é justificado pelo fato de que segundo as pesquisas, a grande maioria do eleitorado – mesmo entre aqueles que já escolheram em quem votar – não sabe ou não lembra quais são esses números. Na tentativa de fazer “grudar” a informação na mente do eleitor, cada candidato usa uma estratégia. Marcelo Almeida (PMDB), por exemplo, que concorre ao Senado, apelou para um jingle baseado no sucesso de Elba Ramalho, “Bate coração”, tranformado em “Tum, tum 151”. Roberto Requião (PMDB) pediu ajuda dos internautas para “pedir voto” para sua campanha nas redes sociais. Gleisi Hoffmann pede apoio para conseguir chegar ao segundo turno. Marina Silva (PSB) “martela” o 40 em sua propaganda.

Banda larga
Gleisi também está de olho nos internautas. Prometeu implantar “internet de no mínimo 100 megas em todas as escolas”.

Eterno retorno
Falando sobre educação, Requião disse que não pretende “oferecer fórmulas mágicas”, e fala em “voltar ao modelo anterior”.

Celebridades
Beto Richa (PSDB) exibiu depoimentos do apresentador de TV, Carlos Massa, o Ratinho, e o ex-lutador de MMA, Wanderlei Silva, que pediu votos para “nocautear” os adversários do tucano “no primeiro round”.

Antídoto
Depois que Gleisi exibiu vídeo antigo de Álvaro atacando Beto Richa, o tucano correu e colocou no ar novo depoimento do senador pedindo votos para ele.

Benesses
Políticos tem o costume de tratar o poder público como algo personalista, no qual o governante exerce um poder discricionário para distribuir benesses de acordo com sua própria vontade. Marcelo Almeida diz que se eleito senador, vai ajudar Requião a “distribuir” 15 mil tratores. O detalhe é que os tais tratores não são “distribuídos” coisa nenhuma. São financiados. E o agricultor tem que pagá-los.

Hã?
Almeida também disse vai alterar o fundo participativo e lutar para mudar o marco territorial. O eleitor médio certamente ficou boiando.

Latinha
Alvaro Dias (PSDB) lembro de seus tempos de locutor esportivo em Londrina, na Rádio Atalaia, e abriu seu programa com imagens da Seleção Brasileira de futebol na Copa de 70. Disse que sua atuação na CPI do Futebol – que enquadrou cartolas – foi “um gol de placa”. Pena que não foi suficiente para evitar o 7 a 1 contra a Alemanha na última Copa.

Patamar
O tucano continua não conseguindo disfarçar que sua vontade mesmo não era concorrer novamente ao Senado, mas alçar outros vôos mais ousados. “Para nós seria excelente como nosso presidente”, e “imagine como presidente”, foram algumas das falas de eleitores exibidas pelo candidato do PSDB.

Direito de resposta
A campanha de Dilma Rousseff exerceu direito de resposta no programa do candidato do PSC, Pastor Everaldo. A Justiça Eleitoral acatou ação da petista e entendeu que Everaldo foi além da crítica política ao atribuir ao governo petista supostas práticas de crimes. Na propaganda dele foramusados termos como “corrupção” e “roubalheira” para se referir ao governo do PT.

Ofensa
Na propaganda de ontem, o Pafirmou que Everaldo preferiu “ofender” todos os integrantes da coligação ao invés de aproveitar seu tempo no horário eleitoral para debater propostas e apresentar projetos, “como determina a lei”. E que o candidato fez isso “sem apresentar qualquer prova”.

Padrinho
Lula voltou a pedir votos para a atual presidente, sua afilhada política. Segundo o ex-presidente, as propostas de Dilma “dão certeza” de que ela fará um segundo mandato melhor do que o primeiro.

Fantasia
Marina Silva manteve os ataques a Dilma, afirmando que o Brasil apresentado por Dilma “só existe na propaganda do PT”. A candidata do PSB também citou novamente denúncias de corrupção que envolvem a Petrobras. “No Brasil da Dilma, a educação está melhorando, mas no Brasil de quem estuda em escolas públicas, a qualidade do ensino piorou”, afirmou a campanha da ambientalista.

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