Por volta das 11 horas desta segunda-feira (24), Adarico Negromonte Filho, um dos 25 investigados na fase atual da Operação Lava Jato, chegou à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Hoje, Negromonte deve se submeter a exame de corpo de delito e prestar seu primeiro depoimento à Justiça.

Foragido desde dia 14, quando foi decretada sua prisão temporária, Negromonte deve permanecer na carceragem da PF por cinco dias.

No dia 18, a advogada de Negromonte, Joyce Roysen, protocolou na Justiça um pedido de revogação de prisão temporária do cliente, alegando que a autoridade policial foi informada sobre a apresentação na carceragem da PF.

A defesa de Adarico afirmou que ele “não suporta mais as mazelas decorrentes da prisão temporária” decretada pelo juiz federal Sérgio Moro.

Segundo a petição entregue à Justiça Federal e subscrita pelas advogadas Rosen, Denise Nunes Garcia, Débora Motta Cardoso e Karen Toscano Mielenhausen, o investigado estava em sua casa no interior de São Paulo desde a decretação da sua prisão, na semana passada, mas não teria sido procurado pela PF.

Para as advogadas, Adarico “vem sendo considerado como ‘foragido da justiça’, status que por certo não lhe é condizente, pois em momento algum foi realizada diligência em sua residência na cidade de Registro, SP, para o cumprimento da medida coercitiva”.

Nas investigações da Lava Jato, Adarico foi apontado como “encarregado de transporte de valores em espécie” e “subordinado de Alberto Youssef [doleiro]”, de acordo com a decisão do juiz Sérgio Moro.