GABRIEL MASCARENHAS
BRASÍLIA, DF – O deputado Marco Maia (PT-RS) retificou o relatório apresentado à CPI mista da Petrobras na semana passada e pediu o indiciamento de cerca de 50 suspeitos de participar do esquema de corrupção na estatal.
Na lista há os ex-diretores da petroleira Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato Duque, e dois ex-gerentes, Pedro Barusco e Silas Oliva.
Fora dos quadros da estatal, a relação cita também os principais executivos das empreiteiras acusadas de formar um cartel que atuava na Petrobras, além de Alberto Youssef e personagens ligados ao doleiro e às empresas dele.
Consta no relatório do deputado petista o nome de Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como lobista do PMDB junto à estatal.
Maia alterou o texto e especificou os supostos crimes cometidos por cada um dos citados.
Vários deles, porém, já são réus na Justiça Federal, que acatou denúncias feitas pelo o Ministério Público contra 39 suspeitos da Lava Jato.
Marco Maia mudou ainda seu parecer sobra a compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Inicialmente, ele escrevera que a Petrobras havia feito um bom negócio ao adquirir a unidade.
Agora, após ter acesso a informações passadas pela CGU (Controladoria-Geral da União), o petista escreveu:
“Em sintonia com os encaminhamentos indicados pelo documento remetido pela CGU, esta relatoria aponta retificações para indicar potencial prejuízo de U$ 561,5 milhões aos cofres da Petrobras no que se refere à avaliação feita pela estatal, por ter adotado um valor elevado para o empreendimento adquirido”.