MPT investiga venda de camiseta infantil de Luciano Huck

Objetivo será avaliar se teve incentivo à exploração sexual infantil e uso ilegal da imagem de crianças em propaganda

09/03/15 às 14:22 - Atualizado às 14:31 Redação Bem Paraná, com assessoria
(foto: Divulgação / Internet)

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) investigará se houve utilização irregular de modelos infantis pela grife Use Huck, pertencente ao apresentador de televisão Luciano Huck. Recentemente, a marca teve que retirar do site de vendas camisetas que supostamente desrespeitam os direitos das crianças e dos adolescentes. As peças, produzidas para o Carnaval, eram estampadas com a frase "Vem ni mim que eu tô facin". 

O MPT vai avaliar se a veiculação da propaganda expôs os modelos mirins a situações incompatíveis com a idade deles e se o trabalho prejudica o desenvolvimento físico e psicossocial das crianças. A investigação também analisará se os produtos incentivam a exploração sexual infantil. "O objetivo do procedimento é averiguar a utilização de trabalho proibido de crianças e adolescentes", explicou a procuradora do Trabalho Sueli Bessa,  coordenadora regional  de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes.  A investigação será conduzida pela procuradora Dulce Martini Torzecki.

Após a polêmica nas redes sociais, o apresentador pediu desculpas pelo Facebook. Confira o texto de Luciano Huck:

"Essa semana vivi uma situação que me deixou muito chateado e que me faz vir a vcs pedir desculpas.
Por uma grave falha operacional da marca de camisetas que leva meu nome, uma estampa direcionada ao púbico adulto foi lamentável e idevidamente replicada num modelo infantil. Apesar da empresa para a qual licencio meu nome ter detectado a falha, retirado a estampa do site e também se desculpado publicamente, o fato gerou desconforto e indignação em um número razoável de pessoas entre as quais me incluo.
Mas não quero aqui me eximir de culpa. Acho que errei por não ter criado mais mecanismos para zelar pelos processos e evitar que falhas desse tipo pudessem acontecer. Poderia ficar aqui argumentando sobre o trabalho que tento fazer para fortalecer os valores em que acredito e que nada tem a ver com a mensagem equivocada que a tal falha gerou, mas prefiro pedir humildemente desculpas a quem se sentiu ofendido pelo ocorrido.
Não posso garantir que falhas humanas (de minhas equipes, parceiros e as minhas próprias) e de máquinas nunca voltarão a acontecer, mas posso sim me comprometer aqui assumindo o compromisso de que farei absolutamente tudo ao meu alcance para que erros desse tipo não se repetirão. Sei bem que meu nome e o que tento todos os dias construir de positivo em torno dele, só tem algum sentido em função da confiança que milhões de pessoas depositam em mim há vários anos.
Mais uma vez me desculpem pelo vacilo...
abraços e beijos a todos.
Luciano"

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