Pesquisa verifica restrições alimentares dos alunos do Paraná

Levantamento vai embasar um novo salto de qualidade na merenda, afirma governo

11/07/15 às 10:49 - Atualizado às 18:26 ANPR
(foto: Seed/ Hedeson Alves)

A Secretaria de Estado da Educação faz um levantamento dos alunos que apresentam necessidades alimentares especiais. Nesta semana foram enviados formulários a todas as escolas estaduais da rede para mapear a incidência dos alunos com diabetes, intolerância à lactose e doença celíaca – estes últimos não devem ingerir glúten, proteína presente em cereais. 

A pesquisa poderá ser respondida no link 

docs.google.com/forms/d/1wU57x0Uw5YZGmhmff_0KzO_4hI5tEcElKq1810rcucg/viewform?usp=send_form  até 15 de julho. Com base nos resultados, a Coordenação de Alimentação e Nutrição Escolar vai planejar as compras de alimentos para atender também os alunos com restrições alimentares. 

“Esse atendimento diferenciado mostra o respeito e a preocupação da Secretaria da Educação em atender bem todos os alunos”, afirmou a coordenadora do Programa Estadual de Alimentação Escolar, Andrea Bruginski Dorigo. 

Para a diretora de Infraestrutura e Logística, Márcia Stolarski, o levantamento vai embasar um novo salto de qualidade na merenda. “O ano de 2016 representará um novo marco para a alimentação escolar no Paraná, o do atendimento e inclusão dos alunos com necessidades alimentares especiais”. 

Márcia explica que as necessidades diferenciadas decorrem de vários fatores – alimentares, econômicos, culturais e genéticos – que determinam a privação de ingerir determinados alimentos. Exemplos destas restrições são a diabetes melittus, intolerância à lactose, alergias alimentares, doença celíaca, fenilcetonúria e dislipidemia, entre outras. 

A equidade consta como um dos princípios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e, portanto, os alunos com necessidades alimentares especiais devem receber a alimentação oferecida na escola de maneira semelhante ao que foi ofertado aos demais alunos, respeitando suas limitações. 

ESTUDO – Paralelamente, na Região Metropolitana de Curitiba, pais, alunos, diretores e merendeiras (os) de escolas estaduais, também participaram neste ano de uma pesquisa para avaliar estudantes com restrições alimentares causadas por doença celíaca, diabetes e intolerância à lactose. 

O levantamento integra o projeto “Necessidades Alimentares Especiais no Ambiente Escolar: Uma Discussão do Binômio Nutrição e Bioética”, parceria da Secretaria de Estado da Educação, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Pontifícia Universidade Católica do Chile e Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

REFERÊNCIA – O Programa Estadual de Alimentação Escolar do Paraná é referência nacional na aquisição de alimentos da agricultura familiar, no monitoramento nutricional dos alunos, na logística de distribuição adotada, na diversidade e qualidade dos gêneros utilizados, entre outros. 

MAIS QUALIDADE – Somente em 2015, o Governo do Paraná vai investir R$ 150 milhões na compra de produtos não perecíveis para a merenda escolar, como arroz, feijão, macarrão e açúcar. Além disso, mais R$ 45 milhões serão destinados somente para compra de alimentos de pequenos produtores. 

A merenda escolar passou por uma grande transformação nos últimos anos com a aquisição de produtos da agricultura familiar. Uma vez por semana as escolas da rede estadual, Apaes e unidades conveniadas recebem frutas, verduras, hortaliças, panificados, polpas de frutas, sucos e geleias direto do produtor. 

Nos últimos quatro anos, a quantidade de alimentos da agricultura familiar na merenda subiu de 1.885 toneladas para 12.477 toneladas. A quantidade dos alimentos orgânicos também aumentou de nove toneladas para 2.537 toneladas. 

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