Primeiro eliminado

10/02/16 às 00:00 Mauro Mueller | falecomomauro@yahoo.com.br

Vamos fazer a contagem regressiva para um técnico de futebol da Primeira Liga e Estadual começar a reclamar do calendário apertado para jogar todas as competições. Mesmo que para afrontar a CBF, acredito que é válido fazer este projeto. Logicamente eu imagino que levantar uma taça de campeão da Primeira Liga não tem o mesmo peso que levantar um título estadual, em se tratando de rivais históricos, Grenal, Atlétiba, Fla-Flu, ou o clássico das Alterosas.

Atlético Mineiro já deu adeus à competição. Ninguém tira da minha cuca que o Galo Mineiro ignorou a competição e eu não estou falando de dirigentes. Falo de técnico para baixo. Imagina um clube como o Galo, Grêmio, que jogam a Libertadores, a partir do dia 16 deste mês, enfrentar essa competição que mais é uma queda de braço contra os cartolas. Este assunto é para os cartolas e quando estiverem mais fortes, aí sim um jogador vai querer dar créditos aos troféus desses torneios. Ou você não lembra que o Bom Senso sequer foi ouvido em dois anos berrando e fazendo protestos pelo Brasil.
Vou agora fazer a comparação que nenhum torcedor gosta, mas que me vem à mente sem medo de errar. Apesar de as duas equipes terem contratados bons nomes para a comissão técnica, o Atlético montou um elenco planejando melhor seus contratados que o Coritiba. A torcida do Coxa que encontro pelas andanças da cidade me dão conta que agora, depois de passados dois meses, o torcedor acaba comemorando uma chegada, que é o meia-atacante Ortega, vindo com um histórico de fazer um gol que eliminou o rival Atlético. Mas, ainda me diz pouco em contratações. De um modo geral, o Coritiba está apostando na reforma técnica e na melhora de jogadores que estão no clube e que ainda não renderam aquilo que era esperado, os casos de Kleber, Juan e Negueba. Gilson Kleina, ou qualquer que seja o técnico, não faz milagres, apenas trabalha com o que tem nas mãos. E nas mãos por enquanto, ele tem apenas três caras novas e um atacante goleador a menos, caso do Henrique Almeida. O Coxa me dá a impressão de não ter mudado de atitude depois da trigésima oitava rodada do Brasileirão.

O Paraná vai dando um folego positivo neste início de temporada, com Lúcio Flávio se destacando, mas com um grupo de jogadores que mostraram boas atuações, sem oba-oba e com tranquilidade. O que eu acredito primordial para um clube que tantas vezes começou arrasador e depois foi dando problema no meio do caminho. Um bom começo está dando confiança à torcida paranista. Claudinei Oliveira é um técnico que tem pulso para comandar jogadores que precisam de espaço, de impulso, de um gás renovado e esta característica ele tem. Um técnico que sabe trabalhar com peças menos “estrelas” e que pretende ganhar no trabalho coletivo e a longo prazo.

A única diferença entre um jogo do Campeonato Estadual e da Primeira Liga até agora é o glamour de estádios e adversários, pois de resto, a qualidade do futebol e a presença de público não estão justificando toda essa gritaria entre os dirigentes e a CBF. Me dá a nítida impressão que estão somente querendo trocar de mão os velhos modos de gerir o futebol brasileiro. Enquanto isso, a temporada começou e nem se fala mais sobre os mandatários que estão respondendo processo de investigação no esquema de corrupção no futebol. O ursinho queria tanto comer deste mel e agora que tem muito mel, ele está enjoado. Pobre ursinho... vai estragar este mel antes de comer tudo!

Mauro Mueller é apresentador do Show de Bola da Rede Massa, radialista e ator

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