Para não esquecer a gente

30/12/16 às 00:00 Por Ana Clara Garmendia | anaclaragarmendia@me.com
(foto: Ana Clara Garmendia)

A coluna de hoje é um desabafo e um aviso para 201, que já é domingo. Faltam menos de 48 horas para o ano virar, mas se pensarmos nas diferenças horárias, essas horas vão se alterar, dependendo do lado do planeta em que você esteja. Tudo altera, muda, vira a todo tempo. Na boa? Não precisamos que o ano mude para que nossa vida seja melhor. Não precisamos do calendário para agir. Precisamos de coragem, vontade e pronto! Sobre a moda, o objeto inicial da coluna, vou lá: o mundo precisa da beleza dela e da leveza de deixar-se levar pela futilidade de pararmos um tempo para darmos atenção a nós mesmos. Ao que queremos. Ao que somos. Ao que fazemos dos nossos dias. A futilidade é necessária para limparmos nossas mentes de pensamentos mais pesados, porque se ela é permanente em nossas vidas, ela nos transforma em ratinhos de laboratório do sistema. Fazer uma identificação de poder e riqueza por meio de objetos que estão na moda é para marcar gol. É para ajudar a nos distinguir no meio da multidão. Para agregarmos nossos valores pessoais ao que vestimos. Para provar que uma mulher ou homem ou trans pode ser o que quiser e vestir-se como quiser, desde que tenha educação para isso. Que sua voz não cubra o espaço do outro. Que sua vontade não seja a que prevaleça sobre a de todos. Que seus desejos possam ser compartilhados e não apenas realizados, impostos como caprichos. De que adianta você ter tudo, se você não é alguém razoável e agradável ao convívio dos outros? De que adianta a roupa mais cara e o barco mais bacana se você está sozinho, mesmo que rodeado de amigos? Nada!

Não se pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Impossível usar todas as roupas do mundo no mesmo momento. Desastroso ostentar quando existe gente sendo massacrada em guerras intermináveis, seja pela luta religiosa ou pior pela luta contra a fome. Proponho para 2017 uma moda livre! Ostente com educação. Fale baixo. Viaje muito. Gaste o que quiser com o que quiser, mas respeite a opção do vizinho. A ideia dele. O cabelo grisalho da linda mulher que envelheceu e resolveu assumir a idade. Respeite o fato que as ideias estão no ar e que a pólvora foi inventada há muito tempo, como quase tudo... Só não se inventou ainda uma máquina para promover a paz entre os povos. Talvez deixarmos de ser egoístas e pensarmos que o telhado verde Pantone do vizinho é tão lindo e frágil quanto o nosso, mas à maneira dele. Ele tem a grana, você tem a ideia. Juntos podem salvar o planeta! A união das mulheres. O apoio de umas às outras. Não à misoginia. O repudio a tudo que é imposto como regra de uso ou desuso. Tudo isso pode ser um bom começo de medidas tardias para entrar 2017 com um astral melhor. Um beijo carinhoso meu. 

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