O campeão, o Rei do Marketing e o sobrevivente

25/01/17 às 00:00 - Atualizado às 15:39 Eduardo Luiz Klisiewicz

Após um breve recesso, estou de volta a esse espaço que tanto prezo. Agradeço de início ao espaço que me é cedido pelo Bem Paraná e o carinho daqueles que sentiram minha falta.
As primeiras impressões da temporada 2017 são bem interessantes. No mínimo animadoras, um tanto polêmicas e cheias de esperanças. Começando pelo Atlético.
O Furacão caminha a passos largos para uma excepcional participação na Copa Libertadores. O direito de disputar o torneio internacional foi conquistado a duras penas e o esforço de investimento técnico e financeiro feito pela diretoria dão essa tranquilidade aos torcedores rubro-negros.
Os acertos começaram na manutenção do técnico e manager Paulo Autuori. Nunca fui muito fã do seu estilo de trabalho, mas quem teria a insana ousadia de questioná-lo no comando do Furacão? Autuori encaixou perfeitamente na filosofia do Furacão e Mario Celso Petraglia. Cabe aqui ressaltar que, embora seja extremamente incomum em sua trajetória, a vinda de Autuori só foi possível com a admissão de um erro por parte do próprio presidente atleticano. Ao pôr fim na era de experiências e técnicos baratos, Petraglia investiu alto em Autuori, que comprou o projeto atleticano e o casamento até agora é um mar de rosas. Com a participação direta de Autuori nas contratações, o Furacão manteve excelente base do ano anterior e conseguiu reforçar um elenco que já tinha bastante qualidade.
Sem muito medo de errar, desde que chegue à fase de grupos – afinal no futebol tudo é possível – o Furacão tem condições de ir longe na Libertadores. Superando a fase de grupos, o céu é o limite e o título é extremamente viável.
No Coxa não há outro assunto que não seja a possível vinda de Ronaldinho Gaúcho. Muitos amigos me perguntam sobre essa possibilidade e não tenho medo em dizer que pode ser uma boa. Pode, faço questão de repetir. Os motivos das minhas impressões não são novidades ante a tudo que já se falou a respeito. Acho que, bem trabalhada, a vinda do ex-melhor do mundo pode representar um ganho de exposição único ao Coxa. DESDE QUE bem trabalhado. DESDE QUE BEM TRABALHADO. Acho que ficou claro, né?
Tenho receio – não que eu duvide – da pouca habilidade dos nossos times em conseguir converter um acontecimento como esse em dinheiro. Isso, é claro, teremos que aguardar. Quanto ao retorno técnico, depende exclusivamente do jogador. O que Ronaldinho ainda quer da sua vida ainda? Assim como acreditei no Adriano no Atlético, acredito de volta. Costumo me ferrar por acreditar nas pessoas. Esse defeito vai morrer comigo.
No Paraná são novos ares. Novo comando no departamento de futebol, novos jogadores e principalmente novos pensamentos na diretoria. Após um sem-número de besteiras e decisões equivocadas no ano passado, acreditam os próprios paranistas – em especial os que lá dentro trabalham – que “agora vai”. Para onde? Sabe Deus. Wagner Lopes é um baita trabalhador e recebeu alguns bons jogadores.
Sem criar falsas expectativas, afinal o torcedor já está de saco cheio, o time entra em campo com os mesmos objetivos de sempre. No entanto, não passando vergonha na Série B e mantendo a porcaria dos salários em dia, o futuro pode ser bem, mas BEM melhor para o Tricolor ao término dessa temporada. O que vier será lucro.

Eduardo Luiz Klisiewicz é curitibano, jornalista, radialista e empresário.

Últimas de Coluna do Simprão
Coluna do Simprão "Agora vai", versão 2017
Blogs
Ver na versão Desktop