Artistas internacionais pintam os papagaios do Brasil

15/02/17 às 00:00 - Atualizado às 18:58 Por Ceres Battistelli | cerestb@gmail.com
Para alertar sobre o tráfico de animais silvestres, a Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil (SZB) em parceria com projetos de pesquisa e preservação de papagaios, criou uma campanha com o apoio de artistas plásticos que retrataram quatro espécies (foto: Divulgação)

Durante todo o ano de 2016 a campanha Ano do Papagaio, criada pela Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil (SZB) em parceria com projetos de pesquisa e preservação de papagaios, alertou para o tráfico de animais silvestres que põe várias espécies em risco de extinção. Para encerrar a campanha, um grupo de artistas e biólogos retratou quatro espécies de papagaio da Mata Atlântica e uma espécie presente também nos biomas Pantanal, Catinga e Cerrado. As obras inspiradas no papagaio-da-cara-roxa, papagaio-do-peito-roxo, papagaio-charão, papagaio-chauá e papagaio-verdadeiro foram reunidas em um banner que será utilizado em campanhas de educação ambiental.

Imagens livres
Os desenhos e pinturas de diversos estilos foram feitos por artistas plásticos de países como Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Guatemala e Brasil, integrantes do ABUN (Artists & Biologists Unite for Nature). Os criadores do grupo, a artista americana Kitty Harvill e seu marido, o alemão Christoph Hrdina, acreditam que a arte pode ter um efeito especial sobre as pessoas na busca pela consciência ambiental. “As imagens estarão sempre livres de copyright, à disposição dos biólogos e projetos de conservação para trabalhos educativos”. Vivendo entre o Brasil e os EUA desde 2006, quando se mudou para Curitiba, Harvill faz parte do grupo de 500 artistas certificados pela organização internacional Artists for Conservation por dedicar sua obra a causas ambientais.

Eficiência energética é tema de Cursos gratuitos
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), vai oferecer ao longo do ano, em vários estados brasileiros, treinamentos em medição e verificação, com o objetivo de capacitar profissionais na área de eficiência energética. Os interessados devem participar de processo seletivo, mediante envio de inscrição, de acordo com o edital.

Os temas do curso são: Certificação Internacional de Profissional em Medição e Verificação CMVP (Curso CMVP), com 30 horas (incluindo o exame de certificação de 4h), e Guia de Medição e Verificação do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Aneel (Curso Guia M&V), com 24 horas (distribuídas em três dias consecutivos). As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas. Os participantes se responsabilizam apenas pelos seus custos pessoais (passagens, traslados, acomodação e alimentação).

Para saber mais basta acessar www.mma.gov.br

Coalizão Não Fracking Brasil defende manutenção de veto às pesquisas sísmicas
Os deputados estaduais do Paraná devem apreciar nos próximos dias o veto ao artigo 3º à Lei 18.947/2016 que proíbe por 10 anos operações de fraturamento hidráulico (fracking) para exploração do gás de xisto. Na proposta aprovada por unanimidade pelos parlamentares, o artigo vetado contemplava as pesquisas. Com o veto, ficam proibidas durante o período.

Alertado para os riscos e perigos da pesquisa sísmica pelas entidades e apoiadores que integram a COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, o Governador Beto Richa vetou o artigo 3º que permitia as pesquisas sísmicas, que agora precisa ser apreciado pelos parlamentares. A COESUS tem como parceira a 350.org Brasil e entidades de diversos segmentos como sindicatos rurais e de trabalhadores, cooperativas, movimento ambiental, climático e social, lideranças políticas, religiosas e academia científica, gestores públicos e parlamentares.

Valor econômico e social de cinco parques do Paraná
Para gerar mais argumentos que incentivem a criação e manutenção de Unidades de Conservação (UCs), a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza desenvolveu um roteiro metodológico que permite estimar os benefícios sociais e econômicos gerados pelas UCs. Após estudos iniciais, ele foi aplicado em 2016 em cinco parques do Paraná. Os resultados mostram que as cinco áreas geram, ao todo, cerca de R$ 80 milhões por ano à capital paranaense e ao estado. Em Curitiba, a UC valorada foi o Parque Natural Municipal Barigui, que soma R$ 43 milhões em benefícios valorados por ano. O estudo incluiu quatro parques estaduais (PE): PE das Lauráceas (R$ 18,7 milhões), entre Tunas do Paraná e Adrianópolis; PE de Vila Velha (R$ 13 milhões), em Ponta Grossa; PE Pico do Marumbi (R$ 4,4 milhões), em Morretes, Piraquara e Quatro Barras; e PE do Cerrado (679 mil), em Jaguariaíva. O estudo foi realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba (SMMA) e com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

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