Ineditismo resolve para Atlético e Coritiba?

01/03/17 às 23:02 - Atualizado às 17:34 Napoleão de Almeida | Twitter: @napoalmeida

O clássico passou ao vivo para todo o planeta pelo YouTube e pelo Facebook. Os primeiros números são bons, mas realistas: a TV ainda dá mais audiência. Há que se repercutir mais. Fato é que a pedra foi lançada.

Nesse processo, muita coisa aconteceu. É preciso principalmente que se pense em como tudo ocorreu. Como a ideia nasceu, como foi conduzida, quem vai levar o ônus e o bônus e, mais importante, o que ficará para a história.

Por anos pude trabalhar num ambiente pioneiro nesse segmento, o Terra. Vim para São Paulo e aqui estou por conta disso. Fizemos Olimpíada, Copa do Mundo, campeonatos europeus de ponta como o Alemão, Copa Itália, Português e Russo, além da Liga Europa, recordista nacional de audiência com quase 11 milhões de visitas únicas durante a final entre Chelsea x Benfica em 2012-13, tudo pela internet. Não avançou por vários fatores.

Será que a ideia que foi levada aos clubes será explorada como se deve? Ou ficará apenas na lembrança como o “Atletiba do YouTube”? O quão inovadores foram os clubes e quanto estão preparados para render o ineditismo do que foi feito, especialmente depois do suporte conseguido no mercado?
O trabalho segue.

Nos 90
O Atletiba 370 fez do atleticano o torcedor mais feliz do Brasil no mesmo grau de decepção que o coxa-branca sente o perigo do que se aproxima. A vitória dos reservas do Atlético sobre um Coritiba perdido em campo – e que novamente perdeu um pênalti com sua maior liderança, Kléber – faz com que a somatória das coisas coloque A Velha Firma em distâncias enormes, ao menos em campo.

Foi um castigo para o Coritiba, cujo alerta já é vermelho. O time não joga bem, perdeu o técnico, que saiu atirando, reforçou duvidosamente e amarga uma fase daquelas, sem calendário além do Estadual e do Brasileirão.

Foi uma massagem no ego atleticano, que tem defeitos no elenco – como o ataque e a lateral-esquerda – mas está indo, passo a passo, buscar seu objetivo principal: a Libertadores. Passou duas fases e vai pros grupos com o alento de ver os reservas (um Sub-23 disfarçado) superar o maior rival.

Ambos vão estar entre os 8 no Paranaense e ganhar o campeonato é circunstância. Mas, ao menos em campo, o momento rubro-negro indica otimismo. O alviverde exige atenção.

Ano eleitoral
O Coxa vive um ano especial, de eleições. Há muito o que se fazer no Alto da Glória, tanto quanto se tem de interesse e oportunidade para quem está no comando. Já é nítido o interesse eleitoral no clube, com ambiente interno agitado. Um bom amigo que vive o Coritiba intensamente me disse esses dias: “A política é a âncora desse clube”. O Coxa já pagou esse preço antes. Vasco, Palmeiras, Botafogo e o próprio Atlético já experimentaram o veneno de uma disputa eleitoral quente enquanto se tenta fazer futebol. Se chama Série B.

Quem vai colocar o Coritiba acima de tudo?

Napoleão de Almeida é narrador esportivo e jornalista especializado em gestão

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