Após um dia de paralisação em Curitiba, motoristas e professores estendem greve

Motoristas, cobradores e professores das redes públicas emendam ato nacional com paralisação por tempo indeterminado

15/03/17 às 23:00 - Atualizado às 09:04
Terminais de ônibus ficaram vazios na manhã de ontem (foto: Franklin de Freitas)

Curitiba deve ter apenas metade da sua frota de ônibus circulando, nesta quinta-feira (16), com a greve por tempo indeterminado de motoristas e cobradores. Ontem, a categoria já participou da greve geral contra a reforma da Previdência. A greve deflagrada hoje é para forçar o sindicato patronal a melhorar a oferta de reajuste salarial. Na quarta-feira (15), a Justiça do Trabalho determinou que o transporte público de Curitiba circule com frota mínima de 50% nos horários de pico e 40% nos demais.

Essa medida já foi determinada para ontem, mas acabou sendo cumprida apenas parcialmente, segundo a Urbs, já que até a noite, nem 10% da frota estava operante. Por essa razão, um oficial de Justiça destacada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai acompanhar, pelo Centro de Controle Operacional da Urbs, o cumprimento da determinação de circulação da frota mínima. Caso haja descumprimento, a multa diária estipulada ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc) é de R$ 100 mil.

São quatro picos por dia, sendo o de maior volume pela manhã, entre 6h30 e 8h30. Os demais são 11h30 às 13h30; 17h30 às 19h30 e 22 às 23 horas. Mesmo após a volta da frota mínima determinada pela Justiça, a Urbs decidiu manter os 870 veículos cadastrados ontem a continuarem fazendo o transporte de passageiros fora das canaletas dos ônibus. A URBS não fará, por enquanto, novos cadastramentos.

Na quarta, o Sindimoc entrou com uma ação no próprio TRT pedindo que o valor da multa seja reduzido e que a frota mínima caia para 40% e 30%, respectivamente. A Justiça do Trabalho também vai convocar o sindicato patronal e os trabalhadores para uma audiência para resolver o impasse nas negociações salariais. Os trabalhadores pedem 15% de reajuste nos salários e outros benefícios, e as empresas ofereceram 5,3% de reajuste.

Professores

Além da greve dos motoristas e cobradores, os professores das redes municipal e estadual também manterão a paralisação iniciada na quarta-feira. Por pautas específicas, os docentes também estão em greve por tempo indeterminado. Na quarta, segundo a Secretaria de Estado da Educação, metade das escolas estaduais funcionaram parcialmente.

Já os professres da rede municipal querem garantias de que direitos adquiridos na gestão passada serão respeitados. A categoria faz nova mobilização hoje, no Centro Cívico. Ontem, eles foram recebidos pelo secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Carlos Cesar Calderon.

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