Festival apresenta Protocolo Elefante

29/03/17 às 00:00 - Atualizado às 21:32

Protocolo Elefante, primeiro espetáculo que o grupo catarinense Cena 11 apresenta no Festival de Curitiba, evoca um réquiem-nascimento, explorando a tensão entre o esquecimento e novos futuros. “Uma quietude cheia de gente, que insiste em perguntar: Porque continuar?”. É um espetáculo que tem a intenção de instigar nossa necessidade de pertencimento e definição de identidade usando uma metáfora do comportamento do elefante, diante da iminência da morte.

A montagem terá duas apresentações hoje e amanhã no Teatro da Reitoria, e faz parte do MOVVA, mostra de dança que faz sua estreia no Festival de Curitiba em 2017.

Protocolo Elefante investiga na ação de afastamento e isolamento do elefante na iminência de sua morte uma metáfora de separação e exílio, explica a companhia em sua apresentação da proposta. “Um questionamento sobre o modo como fatores contidos no ambiente ao qual pertencemos (pessoas, comportamentos, línguas, afetos, objetos e dispositivos relacionais de convívio) são afetados quando migramos a sós para um contexto diverso e distante destas familiaridades e simetrias do pertencer”.

O acionamento do sentimento de falta, produzido por este encontro assimétrico de identidades, é um importante objeto condutor para algumas perguntas chave que conduziram a pesquisa: o que é pertencer ou necessidade de pertencimento? Qual é a nossa definição de identidade?

SERVIÇO:
Dias 29 e 30 de março, às 21h, no Teatro da Reitoria.

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