Viagem à raiz de Antígona

05/04/17 às 00:00

A atriz Andrea Beltrão se apresenta na Mostra do 26º Festival de Curitiba com uma interpretação de Antígona, de Sófocles. O espetáculo, que será apresentado nos dias 5 e 6 de abril no Teatro Bom Jesus, é uma reflexão sobre o que pode acontecer a um povo e seus governantes, quando as autoridades colocam os interesses ditos públicos acima dos da população.

Como desafio, o diretor Amir Haddad e a atriz encararam a viagem até a raiz do mito que originou um texto — em tradução de Millôr Fernandes — já tantas vezes montado, num trabalho de reescrita cênica de uma obra-prima. Este é o primeiro solo de Andrea Beltrão, com 40 anos de carreira, e estreou no final do ano passado, no Rio de Janeiro.

Uma das preocupações desta montagem é colocar as pessoas a par dos acontecimentos míticos. Na Grécia antiga, o público sabia de antemão sobre os personagens que apareciam e eram citados no texto: o temperamento, a genealogia e a história dos deuses e mitos fazia parte do cotidiano. Então, a partir daí, o público consegue ir mais a fundo na mensagem de Sófocles.

Antígona foi escrita em 441 a.C. e é notória por enaltecer o poder feminino. A jovem Antígona é a última descendente dos que originaram a cidade de Tebas, na Grécia. Filha da relação incestuosa entre Jocasta e Édipo — de quem, portanto, é filha e irmã — é condenada por desobedecer seu tio Creonte, então rei de Tebas.

SERVIÇO
Antígona
Teatro Bom Jesus
5 e 6 de abril as 21h

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