Consumo deve chegar a R$ 268,2 bilhões no Paraná neste ano

Estimativa é superior ao do ano passado, que era de R$ 225,5 bilhões

02/05/17 às 23:30 - Atualizado às 13:23
(foto: Franklin de Freitas)

O potencial de consumo do paranaense durante todo o ano é de R$ 268,2 bilhões. O número é do estudo IPC Maps, divulgado ontem. O valor estimado, que soma todos os gastos dos paranaenses ao longo do ano, é bem superior ao do ano passado, quando o IPC Maps calculou R4 225,8 bilhões em consumo. O Brasil também aumentou sua estimativa. Em 2017 ela é de R$ 4,2 trilhões. Curitiba, da mesma forma, saltou de R$ 53 bilhões em 2016 para mais de R$ 56 bilhões em 2017. os níveis são semelhantes a 2011, antes da crise se agravar.

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No ranking dos etados, o Paraná aparece em quinto lugar, atrás de São Paulo (R$ 1,1 trilhão), Minas Gerais (429 bilhões), Rio de Janeiro ( R$ 386 bilhões) e o Rio Grande do Sul (285 bilhões). Curitiba, no ranking das cidades, ocupa a sexta colocação.

O ranking dos municípios mostra ainda a diversificação desse universo. Permanece a liderança dos mercados como os de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, seguidos por Salvador, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, com Goiânia, retomando a 8ª posição, seguida de Manaus e Recife.

Enquanto os 50 maiores municípios concentram mais de 40% de tudo que é consumido no País, a mobilidade nos extratos sociais está praticamente estagnada, com reflexos de queda no topo da pirâmide social (classes A e B) e estreitamento ainda mais acentuado nas classes menos favorecidas.

Focando a renda nas mãos do consumidor, os dados analisados pelo IPC Maps indicam não só que a movimentação de recursos evoluiu pelas cidades interioranas, como também o estudo mostra um diferencial na criação de novas empresas acompanhando uma alternativa ao empreendedorismo no País. De acordo com o responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, “este cenário pode contribuir para se traçar um novo horizonte de oportunidades competitivas para a economia, impulsionando a ocupação da mão-de-obra e o consumo por produtos e serviços”.

Médias empresas cresceram mais
O estudo constata que as atividades econômicas elevaram a 20.754.951 unidades o patamar empresarial do País, em 2017 (ante as 19.069.462 instaladas em 2016). A quantidade só não é maior pela redução de empresas no período, revelando um diferencial passível de análise entre os vários estratos, por número de funcionários, como observa o responsável pelo estudo, Marcos Pazzini.
Enquanto aquelas que possuem até nove funcionários mantém crescimento positivo de 11,9%, nas demais faixas empresariais com mais de 10 funcionários o crescimento foi negativo (superior a 40%) em cada um dos estratos. O destaque fica para as empresas com mais de 500 funcionários: das 18.434 unidades existentes no ano passado, restando apenas 6.510 unidades em 2017, uma retração de 64,7%.
Além disso, é expressiva a queda das Micro Empresas Individuais (28,2%) provavelmente devido ao fechamento de pequenos negócios neste momento de crise.

Onde está o consumo do paranaense
Manutenção do lar 25,4%

Alimentação em casa 10,9%

Materiais de construção 7,5%

Gastos com o veículo 5,6%

Alimentação fora de casa 4,1%

Medicamentos 3,6%

Vestuário 3,2%

Saúde 2,7%

Eletrodomésticos 2%

Viagens 2%

Artigos do lar 1,9%

Higiene pessoal 1,8%

Transporte urbano 1,6%

Lazer e cultura 1,4%

Bebidas 1,3%

Calçados 1,3%

Educação 1,2%

Artigos de limpeza 0,7%

Material escolar 0,4%

Fumo 0,4%

Outras despesas de vestuário 0,2%

Outras despesas 20,5%

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