Movimentos anti-Dilma recuam em pedido de renúncia de Temer

19/05/17 às 12:48 - Atualizado às 20:13 Folhapress

ANGELA BOLDRINI BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os movimentos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT) recuaram na posição de convocar manifestações e pedir a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB). O MBL (Movimento Brasil Livre), desistiu de pedir a renúncia de Temer, afirmou à reportagem seu coordenador Kim Kataguiri. "Há motivo de sobra para investigar Temer nos áudios, mas eles são inconclusivos", afirmou. "Vamos suspender a posição pró-renúncia até que surjam novas informações." Já o Vem Pra Rua suspendeu a convocação que havia feito para atos no domingo (21), alegando motivos de segurança. O movimento promete nova data de manifestação, ainda não marcada. O tema principal, afirmou Rogério Chequer, coordenador do movimento, na quinta-feira (18), seria "fora todos os corruptos", não apenas pela renúncia de Temer. Segundo comunicado enviado pelo grupo nesta sexta (19), "o adiamento não significa recuo; ao contrário, nada abala nossa convicção de que todos, sem exceção, e de que partidos forem, devem ser punidos pelos crimes cometidos". "A decisão foi tomada já que em muitas cidades não houve tempo hábil para planejar a segurança ideal, como sempre aconteceu, mesmo naquelas em que havia mais de um milhão de pessoas nas ruas", diz o texto. Em São Paulo a decisão foi tomada após reunião de movimentos com a polícia militar, que teria orientado a suspensão dos atos por causa da Virada Cultural, que ocorre no mesmo final de semana, dizem coordenadores. Após a liberação dos áudios, a coordenadora do Nas Ruas Carla Zambelli publicou vídeo nas redes sociais afirmando que é hora de "assentar a poeira, colocar o pé no chão e ver o que está acontecendo". O movimento não participou da convocação de atos. "O que se pintou ali atrás não foi muito bem o que se viu hoje", afirmou. O Movimento Liberal Acorda Brasil, que também participou das manifestações anti-Dilma de 2016, porém, manteve a posição pedindo a saída de Michel Temer. Nas redes sociais, os coordenadores afirmam que "vai ficar chato se continuarem a dizer que a gravação não é nada demais" e "é tão difícil assim entender que ela é só um pequeno extrato de MUITO mais?". O grupo, porém, não fez convocação para atos.

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