Ritmo

25/05/17 às 00:00
(foto: CMC/divulgação)

A prefeitura de Curitiba divulgou ontem levantamento na qual contesta as alegações dos sindicatos dos servidores públicos municipais, que no início da semana promoveram protesto na Câmara de Vereadores para suspender a votação dos projetos de ajuste fiscal propostos pelo prefeito Rafael Greca (PMN), alegando falta de diálogo da administração com a categoria sobre as medidas. De acordo com o levantamento, desde o final de março, quando começaram os encontros com a Comissão de Negociação com os sindicatos, representantes da prefeitura já teriam se reunido 14 vezes com sindicalistas para tratar de assuntos de interesse do funcionalismo. Ou seja, de acordo com o Executivo, em pouco menos de dois meses, o ritmo foi de uma reunião a cada 2,7 dias úteis com os sindicalistas.

Encontros
Ainda segundo a prefeitura, o diálogo com os servidores, também é feito por meio de outras reuniões específicas – houve pelo menos cinco desses encontros. No dia 23 de março, por exemplo, o prefeito e secretários municipais se reuniram com representantes do Sismmac (sindicato do magistério). O Sismuc (sindicato dos servidores) foi convidado, mas declinou de participar, afirma a prefeitura. Na terça-feira, após a confusão na Câmara, Greca afirmou que não pretendia receber novamente os sindicalistas “porque eles não me ouvem”.

Placar
Já o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) divulgou estudo segundo o qual desde o dia 16 de maio, quando foi instalado um painel sobre a votação do pacote em frente à Câmara, compareceram ao acampamento e haviam colocado o nome no painel seis vereadores contrários e quatro favoráveis ao projeto de ajuste fiscal. Entre os contrários ao pacotaço presentes no painel, estão as vereadoras professora Josete (PT) e Noemia Rocha (PMDB), Goura (PDT), assim como professor Euler (PSD), professor Silberto (PMDB) e Felipe Braga Côrtes (PSD).

Indecisos
Entre os favoráveis, encontram-se, até o momento, Serginho do Posto (PSDB), Pier Petruziello (PTB), Julieta Reis (DEM) e Dr Wolmir (PSC). Os demais 28 vereadores aparecem como “indecisos” no painel. Apesar da ação de reintegração de posse da praça Eufrásio Correa, determinada pela Justiça a pedido da prefeitura, e da retirada do acampamento , o painel segue instalado em frente à CMC.

Publicidade
O Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) julgou irregulares a contratação direta de veículo de imprensa para publicidade oficial; a concessão gratuita de espaços publicitários no Estádio Olímpico Regional; a execução de despesas sem licitação; e a falta de contabilização de taxa para manutenção de piscina pública pela prefeitura de Cascavel (Região Oeste) em 2006 e 2007. O então prefeito, Lísias de Araújo Tomé (2005-2008), recebeu quatro multas de R$ 1.507,94, totalizando R$ 6.031,76.

Estádio
Além do ex-prefeito, os ex-secretários de Esportes do município Pedro Valdécio Litron, em 2006, e Rosimeri Lima Tomé, em 2007, também foram multados. Ele recebeu uma multa de R$ 1.507,94 e ela, duas no mesmo valor, somando R$ 3.015,88. Entre as irregularidades apontadas está a contratação de empresa para publicação de atos oficiais do município sem a realização de licitação; a cessão de espaço publicitário do Estádio Olímpico, incluindo bares e bilheteria, sem a formalização de procedimento administrativo; a cobrança de taxa para manutenção de piscina pública, sem demonstração de aplicação dos valores arrecadados; e a execução de despesas contínuas sem licitação, no valor de R$ 3.280.154,32.

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