Empresas familiares fazem diagnósticos de si mesmas para diminuir os efeitos da crise

06/06/17 às 00:00 - Atualizado às 17:57
Eduardo Valério (foto: Divulgação)

Com o passar dos anos, muitas empresas familiares acabam por não voltar o olhar para pontos importantes do desenvolvimento do negócio, como, por exemplo, a hora de se pensar em um planejamento sucessório. Dentro desse contexto, a governança corporativa deve ser implantada o quanto antes, a fim de prevenir danos financeiros e de relacionamento entre sócios a longo prazo. Mas, como é possível realizar um diagnóstico tão complexo? O diretor-presidente da GoNext, Eduardo Valério, fala sobre como esse processo deve ser feito.

Qual a importância da fase de diagnóstico da empresa familiar?
Mesmo já tendo alguns métodos de governança, as empresas precisam gerar um modelo de atuação vindo praticamente do zero. Por isso, a fase de diagnóstico é uma das mais importantes. É a partir dela que é possível identificar de forma clara qual é o momento que a empresa está vivendo, quais os objetivos dos proprietários, e, assim, quais deverão ser as ênfases dadas em cada instrumento e órgão sugeridos para implantação.

A partir de qual geração é preciso começar a pensar nesse processo de governança corporativa?
Essa iniciativa de diagnóstico precoce do negócio tem começado cada vez mais cedo. Os sócios pertencentes à 2ª geração da família estão valorizando cada vez mais a implantação da governança corporativa. Entre os mais de 100 projetos de governança corporativa que já desenvolvemos na GoNext, mais de 30% foram iniciados a partir da demanda dessa geração societária. Essa é uma das fases mais importantes do processo: o diagnóstico preventivo. O quanto antes os instrumentos de governança forem implantados na empresa, menores serão as chances de haver desequilíbrios financeiros e interpessoais.

Qual a receptividade do mercado à implantação da governança nas empresas familiares?
Em nível nacional, apenas 12% das empresas familiares brasileiras sobrevivem após a 3ª geração, segundo levantamento recente da consultoria internacional PWC. Um cenário cada vez mais receptivo a novas visões de mercado e, principalmente, planejamento. A partir do diagnóstico completo é possível implantar instrumentos como conselho de sócios, de família, de administração, entre outros, que irão reger todo o processo de governança corporativa na empresa. Assim, pouco a pouco, uma estrutura de atuação frágil se torna forte o suficiente para atuar com mais segurança e, consequentemente, longevidade.


CURTAS

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* Opet comemora nota do MEC. O presidente do Grupo Educacional Opet, José Antonio Karam, a superintendente educacional Adriana Karam e o diretor geral, Gilberto Zluhan, comemoram junto com professores e funcionários o conceito 4 da instituição oferecido pelo MEC. A nota foi resultado da visita in loco do órgão na Opet para o credenciamento da instituição como centro universitário.
* Livro “Mídia e Escola” – um estudo de recepção de reportagens de telejornal em sala de aula”, do professor e filósofo Everton Renaud (Editora Appris) traz reflexões fundamentadas para compreender e explicar o processo de recepção mediática pela ação pedagógica do professor. A obra, segundo Renaud, é uma fonte de incentivo e motivação para professores, que já se utilizam dos meios de comunicação nos processos de ensino-aprendizagem ou que desejam se aventurar neste processo de compreender melhor a maneira como uma mídia de massa pode entrar na sala de aula. Para mais informações, acesse o book trailer do livro no link http://www.midiaeescola.com.br/


FRASE:

“Somos donos dos nossos atos, mas não somos donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos”

(Rubens Alves)


   

 

 

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