Abate de frangos, suínos e bovinos aumentou no 1º tri de 2017

14/06/17 às 10:35 - Atualizado às 16:11 Redação Bem Paraná com assessoria
(foto: Arquivo Bem Paraná)

No 1º trimestre de 2017, o abate de frangos (1,48 bilhão de cabeças) foi 5,1% acima do registrado no 4º trimestre de 2016. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 0,3%. O abate de suínos no 1º trimestre de 2017 (10,46 milhões de cabeças) teve queda de 3,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 2,6% na comparação com o mesmo período de 2016. O abate de bovinos no 1º trimestre de 2017 foi de 7,37 milhões de cabeças, 0,5% abaixo do registrado no trimestre anterior. Na comparação com o 1º trimestre de 2016, houve alta de 0,7%.

A produção de ovos de galinha foi de 788,26 milhões de dúzias no 1º trimestre de 2017. Comparando com o mesmo período de 2016, houve aumento de 4,1%. Na comparação com o 4º trimestre de 2016, houve redução da produção (-1,5%). No 1º trimestre de 2017, aquisição de leite cru foi de 5,87 bilhões de litros, queda de 5,9% sobre o 4º trimestre de 2016 e aumento de 0,1% sobre o mesmo período do ano anterior. Já a aquisição de couro foi de 8,25 milhões de peças no 1º trimestre de 2017. Esse número foi 1,7% menor que o registrado no 1° trimestre de 2016 e semelhante ao registrado no trimestre imediatamente anterior.

Essas e outras informações estão disponíveis nos resultados do 1º trimestre de 2017 das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, Trimestral do Leite, Trimestral do Couro e Produção de Ovos de galinha.

Abate de frangos aumenta 5,1% no trimestre e 0,3% no comparativo anual

No 1º trimestre de 2017, foram abatidas 1,48 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado significou aumentos de 5,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 0,3% na comparação com o mesmo período de 2016.

O abate de 4,54 milhões de cabeças de frangos a mais no 1º trimestre de 2017, em relação a igual período do ano anterior, foi determinado por aumentos no abate em 16 das 24 unidades da federação que participaram da pesquisa. Entre os estados com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em Paraná (+6,80 milhões de cabeças), Santa Catarina (+5,73 milhões de cabeças), Mato Grosso do Sul (+2,53 milhões de cabeças), Bahia (+1,88 milhões de cabeças), Minas Gerais (+1,51 milhões de cabeças), Rio Grande do Sul (+901,49 mil cabeças) e São Paulo (+298,51 mil cabeças). As quedas ocorreram em: Goiás (-5,82 milhões de cabeças), Distrito Federal (-4,23 milhões de cabeças) e Mato Grosso (-1,92 milhões de cabeças).

Paraná continua liderando amplamente o abate de frangos, com 31,1% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (14,7%) e Rio Grande do Sul (14,1%).

Abate de suínos cai 3,2 % no trimestre, mas cresce 2,6% na comparação anual

No 1º trimestre de 2017, foram abatidas 10,46 milhões de cabeças de suínos, representando queda de 3,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 2,6% na comparação com o mesmo período de 2016. Este resultado é o melhor entre os primeiros trimestres desde que se iniciou a Pesquisa em 1997.

O abate de 269,64 mil cabeças de suínos a mais no 1º trimestre de 2017, em relação a igual período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos no abate em 12 das 25 unidades da federação participantes da pesquisa. Entre os estados com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em Santa Catarina (+228,56 mil cabeças), Mato Grosso (+54,70 mil cabeças), Paraná (+38,40 mil cabeças), Minas Gerais (+29,61 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+20,30 mil cabeças), Goiás (+10,22 mil cabeças). Em contrapartida, as reduções ocorreram em Rio Grande do Sul (-80,43 mil cabeças) e São Paulo (-22,05 mil cabeças).

Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 26,8% da participação nacional, seguido por Paraná (20,8%) e Rio Grande do Sul (19,3%).

Abate de bovinos cai 0,5% no trimestre, mas cresce 0,7% no comparativo anual

No 1º trimestre de 2017, foram abatidas 7,37 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 0,5% menor que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 0,7% maior que a apurada no 1º trimestre de 2016.

O abate de 49,62 mil cabeças de bovinos a mais no 1º trimestre de 2017, em relação ao o mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 11 das 27 unidades da federação (UFs). Os aumentos mais intensos ocorreram em Goiás (+97,26 mil cabeças), Tocantins (+27,53 mil cabeças), Rondônia (+25,43 mil cabeças), Pará (+16,72 mil cabeças) e Bahia (+15,67 mil cabeças). Já as maiores reduções ocorreram em São Paulo (-63,92 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-15,93 mil cabeças), Paraná (-15,06 mil cabeças), Maranhão (-12,9 mil cabeças) e Espírito Santo (-11,85 mil cabeças).

Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 15,2% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,5%) e Goiás (10,1%).

Aquisição de leite recua a 5,87 bilhões de litros, seguindo no mesmo patamar do 1° trimestre de 2016

No 1º trimestre de 2017, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 5,87 bilhões de litros. Esse volume foi 5,9% menor que o registrado no trimestre imediatamente anterior e 0,1% maior que o alcançado no 1º trimestre de 2016.

A aquisição de 7,87 milhões de litros de leite a mais em nível nacional no 1º trimestre de 2017 em comparação com igual período do ano anterior foi impulsionada por aumentos em 14 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Os aumentos mais intensos foram verificados em São Paulo (+60,79 milhões de litros), Pará (+16,40 milhões de litros), Rio de Janeiro (+14,69 milhões de litros), Goiás (+14,02 milhões de litros) e Paraná (+13,10 milhões de litros). Enquanto, as maiores reduções ocorreram em Minas Gerais (-70,90 milhões de litros), Rio Grande do Sul (-18,06 milhões de litros), Espírito Santo (-11,30 milhões de litros), Mato Grosso (-10,41 milhões de litros) e Mato Grosso do Sul (-10,10 milhões de litros).

Minas Gerais continua liderando amplamente a aquisição de leite, com 25,8% da aquisição nacional, seguido por Rio Grande do Sul (13,5%) e Paraná (11,7%).

Produção de ovos de galinha cai 1,5% no trimestre, mas cresce 4,1% na comparação anual

A produção de ovos de galinha foi de 788,26 milhões de dúzias no 1º trimestre de 2017, representando queda de 1,5% em relação ao trimestre anterior e aumento de 4,1% no comparativo com o 1º trimestre de 2016.

A produção de 31,06 milhões de dúzias de ovos a mais, em nível nacional, no comparativo dos primeiros trimestres 2017/2016, tem relação com o aumento de produção em 18 das 26 UFs com granjas elegíveis ao universo da pesquisa. Os aumentos absolutos mais intensos ocorreram em São Paulo (+8,46 milhões de dúzias), Espírito Santo (+5,59 milhões de dúzias), Ceará (+5,28 milhões de dúzias) e Santa Catarina (+5,28 milhões de dúzias). Já as maiores reduções ocorreram no Paraná (-3,77 milhões de dúzias) e no Mato Grosso (-1,85 milhões de dúzias).

O estado de São Paulo se manteve como maior produtor de ovos dentre as unidades da federação, com 29,7% da produção nacional, seguido por Minas Gerais (9,6%) e Paraná (8,9%).

Aquisição de couro cai 1,7% na comparação com o mesmo período de 2016

No 1º trimestre de 2017, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 8,25 milhões de peças inteiras de couro cru de bovinos. Essa quantidade foi semelhante a registrada no trimestre imediatamente anterior e 1,7% menor que a apurada no 1º trimestre de 2016.

A aquisição de 140,27 mil peças inteiras de couro cru a menos, em nível nacional, no comparativo dos 1os trimestres 2017/2016, foi impulsionada por reduções em 12 das 21 Unidades da Federação participantes da Pesquisa. As reduções mais intensas ocorreram em Rio Grande do Sul (-204,59 mil peças), Tocantins (-159,47 mil peças) e Minas Gerais (-34,59 mil peças). Já os maiores aumentos ocorreram em Goiás (+104,98 mil peças), Pará (101,51 mil peças) e Mato Grosso (51,46 mil peças).

Mato Grosso continua liderando a recepção de peles bovinas pelos curtumes, com 17,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (13,2%) e São Paulo (10,9%).

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