Atlético piora desempenho, mas melhora resultados

Time venceu dois jogos seguidos, porém decaiu em posse de bola e em número de finalizações

18/06/17 às 20:00 - Atualizado às 20:56 Rodolfo Luis Kowalski
O técnico Eduardo Baptista: “O que nós vimos não foi futebol, foi superação” (foto: Geraldo Bubniak)

Se antes vinha jogando bem, mas perdendo, o Atlético-PR tratou de mudar o paradigma nas duas últimas rodadas. Fora de casa, a equipe não apresentou bom desempenho contra os xarás de Minas Gerais e de Goiás, mas ainda assim conseguiu importantes vitórias por 1 a 0, ambas com gols de Sidcley. Lanterna até a sexta rodada, a equipe conseguiu deixar a última posição para trás como mote o termo “superação”. Após os resultados da 8ª rodada, o Furacão aparece ainda na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 8 pontos.

Até a quarta-feira da semana passada, a situação do Atlético caminhava para ser dramática no Brasileirão. Depois de seis jogos sem vencer — somando duas derrotas e um empate na Arena e duas derrotas e um empate fora de casa —, o time paranaense teria que encarar dois desafios em sequência fora de casa: o xará de Minas Gerais, que possui um dos elencos mais caros do país, e o de Goiás, que vinha de duas vitórias seguidas e ainda não havia perdido no estádio Olímpico de Goiânia neste ano.

Para fazer o torcedor acreditar que seria possível uma recuperação, o técnico Eduardo Baptista se apegava ao desempenho da equipe. Depois do jogo contra o Santos, por exemplo, afirmou que o time “vinha fazendo bons jogos” e demonstrava evolução, apesar dos resultados. A qualidade na posse de bola (era até então o 4º no quesito, com média de 52,6%), por exemplo, costumava ser mencionada pelo treinador.

Nas duas partidas seguintes, as vitórias finalmente vieram. Mas o desempenho, curiosamente, caiu. Contra Atlético-MG e Atlético-GO, a equipe teve apenas 31 e 34% da posse de bola, respectivamente. De 4º lugar no quesito, caiu para 13º, com média de 49,2% por partida. A média de finalizações a gol, que já era uma das mais baixas da competição, também caiu. Nos oito jogos disputados até aqui, foram 11 chutes a gol por partida, em média. Em Minas Gerais, porém, foram somente seis finalizações (contra 24 do rival). Em Goiás, nove (contra 23 do adversário).

Se “desempenho” era antes o sinônimo da esperança atleticana, agora esse sentimento traduz-se por outra palavra: superação. “Tenho que exaltar a força, o brio e a maneira como eles (jogadores) vestiram a camisa do Atlético. Fizemos há 60 horas um jogo excepcional contra o Atlético-MG, com um jogador a menos. A gente sabia que não teria atuação brilhante, impossível. O que nós vimos hoje não foi futebol, foi superação. É desumano”, disse o técnico Eduardo Baptista, em entrevista coletiva no último sábado.

Agora com a confiança recuperada, o Atlético terá a chance de voltar a mostrar sua força dentro de casa na próxima quarta-feira, quando encara o São Paulo a partir das 21h45. Há mais de dois anos a equipe não consegue encaixar três vitórias consecutivas no Brasileirão – a última sequência foi entre 19 de julho e 2 de agosto de 2015, quando a equipe superou a Chapecoense (1 a 0, em casa), o Avaí (2 a 1, fora) e o Palmeiras (1 a 0, fora).

1 Comentário

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Marcio Palacio
O Grafite é um caso perdido como jogador. Porém um dia a bola vai bater nele e entrar no gol do adversário, será elevado a ídolo pelos baba-ovos. E dirão: Agora quero ver quem vai falar mal do Grafite... Exatamente como estão falando do Sidicley. Este, mesmo atuando na posição correta, terá que resolver muitos jogos individualmente, só então estará zerando o seu déficit com o time e a maioria da torcida. Para os puxas, o cara já é um craque.
Temos um time com muita sorte, que vem nos acompanhando desde o início do ano, isto sim, tem nos livrado de maiores vexames.
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