O governo dos Estados Unidos está preparado para ajudar qualquer instituição prejudicada pelo novo ciberataque que está afetando empresas de todo o mundo, disse nesta terça-feira (27) à Agência EFE um dos porta-vozes do Departamento de Segurança Nacional, Scott McConnell.

Os ataques de um vírus do tipo ransomware, denominado “Petya”, afetaram nas últimas horas dezenas de instituições, empresas e bancos na Rússia e Ucrânia, bem como a empresa dinamarquesa Maersk e a gigante do vidro e materiais de construção da França, Saint-Gobain.

McConnell recusou-se a explicar se há empresas ou infraestruturas dos EUA que tenham sido vítimas destes ciberataques, mas assegurou que o governo americano está em conversas com os seus parceiros internacionais e dispostos a prestar ajuda a quem precisar. Ele não quis confirmar se algum país já pediu assistência e assegurou que qualquer solicitação desse tipo é confidencial.

A farmacêutica americana Merck, a segunda maior do país, confirmou na sua conta da rede social Twitter que sua rede de computadores foi comprometida hoje como parte do ataque global. “Outras organizações também foram afetadas. Estamos investigando o assunto e daremos informação adicional à medida que soubermos mais sobre o tema”, disse no Twitter a companhia, que tem sedes em diferentes países, inclusive na Ucrânia.

A Merck é a única empresa americana até agora a reconhecer ter sido vítima do ciberataque global.
Até então a Ucrânia é o país mais prejudicado pelo ataque, que afetou o metrô de Kiev, a companhia estatal de eletricidade Ukrenergo, o principal operador de telefonia fixa Ukrtelecom e vários operadores de telefonia móvel, entre muitas outras empresas.

Na Rússia, entre as vítimas do ataque, figura a gigante petroleira Rosneft, uma das primeiras a denunciar a incursão dos hackers nos seus servidores.