Devemos tratar todo mundo igual?

04/07/17 às 00:00

Nem sempre só a competência vale para que uma pessoa exerça a função de gerente. É necessário também que ele tenha outras qualidades e a perspicácia é uma delas. Assim ele saberá agir de forma diferenciada conforme a situação.
Tenho conhecimento de um gerente, de uma empresa pública, que recebeu certa vez um funcionário que não trabalhava a um ano por motivo de tratamento médico em virtude de depressão decorrente do falecimento trágico de seu filho. Por conselho de seu médico, tentava  voltar ao trabalho para ver se conseguia retornar a sua estrutura antiga e retomar a vida.
Todos os meses esse funcionário faltava pelo menos 3 dias, justamente quando fazia mês do falecimento do seu filho. A atitude desse gerente foi não descontar suas faltas e começar a conversar mais  com aquele funcionário, incentivando-o a tentar tratamentos alternativos, como a homeopatia, e outros que o ajudariam a se desintoxicar dos psicotrópicos, seus companheiros  desde o ocorrido.
Mas, como em toda instituição há os amigos e os não amigos. O gerente foi informado que alguns colegas estavam reclamando do não desconto de faltas daquele funcionário, talvez por inveja ou por pura mesquinharia. Foi então que ele tomou a seguinte atitude. Aproveitando um dia de falta do funcionário reuniu os outros e perguntou: “Há alguém aqui que tenha um problema igual  ou parecido ao de nosso colega e que eu não saiba”?
O silêncio foi total. Ele completou: “Se houver, darei o mesmo tratamento e, se não houver, quero que saibam que estou tentando recuperar uma pessoa que merece, nesse momento, não só o meu apoio, mas de todos vocês”. E daqui para frente não quero mais nenhum comentário.
O tempo foi passando e já no final do ano as faltas diminuíram e no ano seguinte o funcionário, se não era o melhor estava entre os melhores. Passaram vários anos e hoje aquele funcionário está completamente reintegrado a sociedade. Abandonou os medicamentos, aposentou-se com louvor daquela instituição, mas continua trabalhando em outras duas, dando sua valiosa colaboração.
Se não fosse a perspicácia desse gerente e a sua firmeza (outra qualidade necessária em ocasiões especiais) o que seria daquele funcionário?
Já dizia Aristóteles “se as pessoas não são iguais, não receberão coisas iguais, mas isso é origem de disputas e queixas (como quando iguais têm e recebem partes desiguais, ou quando desiguais recebem partes iguais)”. Ou seja, às vezes é preciso tratar os desiguais com desigualdade para se alcançar á igualdade e a justiça.
Pense nisso! Você que é gerente, não tenha de medo de tomar atitudes diferenciadas quando elas têm a finalidade de recuperar pessoas.

Um grande abraço e boa semana.

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Desmar Milléo Junior, Autor do Livro: “Apenas Boas Intenções Não Bastam”, Palestrante nas áreas motivacional, comportamental e vendas.Treinamentos com Jogos de Negócios & Simuladores.  Site: www.milleo.com.br & www.visionbusinessgame.com.br

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