Quadro Negro

14/08/17 às 00:00
(foto: Arquivo Bem Paraná)

A coluna Radar, da revista Veja, publicou nota afirmando que o Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor, investigada na operação Quadro Negro, que apura um esquema de desvio de dinheiro para a construção de escolas públicas no Paraná, teria afirmado, em acordo de delação premiada, que pagou propina a um cunhado do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), marido da vice-governadora Cida Borghetti (PP). A declaração seria uma referência ao ex-vereador de Curitiba, Juliano Borghetti, irmão de Cida Borghetti. Ele é apontado pelo Ministério Público como tendo recebido dinheiro da Valor em troca de ajuda para agilizar repasses à construtora.

Funcionário
Em nota, Barros alegou que “Juliano Borghetti foi funcionário da empresa Valor, onde trabalhou e recebeu salário por três meses”, e que as irregularidades “aconteceram em período anterior ao trabalho de Juliano Borghetti na Valor”. Segundo o ministro, o ex-vereador “não teve conhecimento dos fatos até que fossem divulgados, quando já não estava mais na empresa” e portanto a “acusação não precede”. O advogado de Juliano Borghetti, Claudio Dalledone Júnior, também divulgou nota na qual o ex-vereador reafirma as informações do ministro, negando qualquer acusação de solicitação de propina.

Radical
A senadora paranaense e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, foi capa da edição da revista Isto É do último final de semana. A matéria lista as acusações de corrupção contra a dirigente petista, apontando que ela estaria apostando na radicalização do discurso de esquerda, e em defesa do regime do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Delegados
A Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (ADEPOL) entrou com mais de 250 ações individuais na Justiça requerendo a reposição da inflação para os salários da categoria referente à data-base de 8,53%, suspenso pelo governo do Estado sob a alegação de falta de recursos. De acordo com a entidade, decisões favoráveis já teriam sido proferidas Juizados Especiais da Fazenda Pública de Curitiba, Apucarana e Francisco Beltrão. Das sentenças já proferidas, todas são favoráveis aos servidores, argumenta a instituição.

Prazo
Em Francisco Beltrão, a Justiça concedeu decisão liminar a um delegado representado pela Adepol, obrigando o Estado a implementar o reajuste da data-base na folha de pagamento, no prazo de cinco dias úteis, sob pena de multa diária. “O reajuste é entendido pelas Cortes Superiores como mera recomposição, e não acréscimo/ganho. Além de a Justiça reconhecer a inconstitucionalidade da Lei estadual que congela o salário dos servidores públicos estaduais do Paraná, os juízes têm mostrado claramente que os reajustes da data-base servem somente para repor as perdas inflacionárias já ocorridas no ano anterior”, alega o diretor jurídico da associação, delegado Pedro Filipe de Andrade.

TV a cabo
A Assembleia Legislativa vota hoje projeto do deputado Gilson de Souza (PSC), que proíbe a renovação automática de contratos de prestação de serviços por assinatura, como serviços de TV a cabo, de acesso à internet, linha telefônica, fornecimento de publicações periódicas, entre outros. Segundo a proposta, as empresas terão utilizar meios de comunicação para informar os consumidores expressamente e com antecedência, sobre o término do contrato ainda em vigor.
Ainda segundo o texto, caso o cliente concorde com os termos de renovação, o contrato terá que ser assinado mediante a presença de um representante de vendas da empresa. Não havendo o interesse por parte do consumidor em renovar a assinatura, fica encerrado o contrato observando-se a data final do contrato vigente e a declaração de quitação dos pagamentos das mensalidades.

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