Denúncia

06/09/17 às 00:00
(foto: Chico Camargo/CMC)

O vereador Osias Moraes (PRB) falou pela primeira vez, na sessão de ontem da Câmara Municipal de Curitiba, sobre a denúncia feita contra ele no Ministério Público, para apurar supostas irregularidades em seu gabinete. Moraes alegou não haver nenhuma investigação contra ele, mas apenas um pedido de informações do MP à Câmara. “Onde está a denúncia? Mostrem (os veículos de comunicação). Disseram também que tem funcionário fantasma. Eu faço uma reunião por semana. No meu gabinete há uma ata de reunião toda semana. Não devo nada e todos vão ter que pagar na Justiça”, afirmou.

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No último dia 29, o presidente da Câmara, vereador Serginho do Posto (PSDB), confirmou que Câmara forneceu documentos solicitados pelo MP sobre o mandato do vereador, além dos de Geovane Fernandes (PTB) e de Rogério Campos (PSC), cujos nomes já haviam sido divulgados pela imprensa. As queixas, no entanto, não foram protocoladas à Mesa Diretora ou à Corregedoria. Moraes também é relator da Comissão Processante que avalia as denúncias de seis ex-assessores da vereadora Katia Dittrich (SD), acusada de ficar com parte dos salários deles.

Cabeças
Seis parlamentares paranaenses foram incluídos na lista dos “100 Cabeças” do Congresso, elaborada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), divulgado ontem. Na bancada da Câmara Federal, a lista inclui Alex Canziani (PTB), Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Rubens Bueno (PPS). Já no Senado, todos os três representantes do Estado: Alvaro Dias (Podemos), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) foram nomeados entre os mais influentes da Casa.

Terceirização
A desembargadora do Trabalho Marlene Teresinha Fuverki Suguimatsu concedeu liminar ontem em que determina que a prefeitura de Curitiba se abstenha de "contratar quaisquer entidades interpostas para emprego de mão-de-obra médica nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e demais unidades geridas pela Feaes (Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde)" nas quais estejam trabalhando médicos que aderiram à greve da categoria, iniciada no dia 27 de julho. Os médicos contratados via Feaes atendem nas Unidades Básicas de Saúde (UPAs), no Hospital do Idoso, da Maternidade Bairro Alto, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). No dia 28 de agosto, a Câmara Municipal aprovou o projeto que permite que organizações sociais prestem serviços de saúde e educação na rede municipal.

Médicos
A ação que resultou na liminar foi proposta pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Paraná. A desembargadora determinou que os médicos não poderão ser removidos para outras localidades "sem justificativa legítima" até o término da greve, "sob pena de multa diária, no valor equivalente ao dobro do salário dia pago a cada profissional médico lotado nas respectivas unidades, na hipótese de descumprimento, sem prejuízo de eventual revisão".

Organizações sociais
Vereadores se reuniram na segunda-feira com o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC-PR), Flávio de Azambuja Berti, para discutir a lei que permite à Prefeitura de Curitiba terceirizar serviços de saúde e educação através da contratação de organizações sociais (OSs). Eles pediram um parecer do órgão sobre o assunto. Hoje, o grupo pretende se reúnir com representantes do Ministério Público para tratar do mesmo tema.

 

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