Após depor em Curitiba, Lula diz que 'eles não têm vergonha'

13/09/17 às 20:39 - Atualizado às 21:03 Folhapress
Lula abraça Gleisi Hoffmann no palanque: sem medo (foto: Franklin de Freitas)

CATIA SEABRA CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Após prestar seu segundo depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quarta-feira (13) d

esafios aos responsáveis pela operação Lava Jato. Sem explicitar a quem se referia, disse que eles "não têm vergonha na cara". "Sou um cidadão comum. Tenho quatro anos de escolaridade. Tenho curso de Senai. Mas tenho uma coisa que eles não aprenderam a respeitar. Tenho vergonha na cara, vergonha na cara que eles nunca tiveram", discursou.

Citando a proximidade entre São Paulo e Curitiba, Lula -que cumpriu o percurso de carro- afirmou que não vai se cansar. Denunciado nove vezes, o ex-presidente insinuou que terá de voltar mais vezes ao Paraná. "Não sei quantos processos eu tenho. Curitiba, aqui, é muito perto. Não sei se eles vão cansar. Não vou cansar".

Sobre um carro de som instalado na praça Generoso Marques, Lula mencionou, por duas vezes, "desafios" aos agentes responsáveis pela Lava Jato. "Agora só quero que a operação Lava Jato, aqui de Curitiba, e o MPF, que é uma instituição que respeito, tenham a coragem de dizer: 'Não temos provas contra Lula, mentimos'", afirmou Lula. Para, logo depois, lançar um segundo desafio. "Neste momento em que todo mundo denuncia todo mundo, desafio eles a terem coragem de ir às ruas e abraçar cada mulher, cada homem e cada criança".

Mais uma vez, Lula disse que "prefere a morte a passar para a História como um mentiroso". Enquanto Lula discursava, um helicóptero alugado por integrantes do MBL sobrevoava a praça com mensagens de apoio à operação e pregando "cadeia para os corruptos".

Diante de militantes -menos de mil segundo a PM e quatro mil, na conta dos organizadores- disse que a operação Lava Jato não encontrou verdade em suas acusações. "Se eles estão com medo de que eu possa voltar a me candidatar, é bom terem medo mesmo, porque vou provar que a gente consertar este país". Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, 61 ônibus com 2.440 militantes chegaram a Curitiba.

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