Fidelidade e coerência foram algumas das marcas principais de ‘Sob Pressão’

19/09/17 às 10:00 Por: Flavio Rico Colaboração: José Carlos Nery

Ontem, a Globo exibiu o último capítulo de ‘Os Dias Eram Assim’, de Alessandra Poggi e Ângela Chaves, que procurou retratar um dos períodos mais tristes e conturbados da nossa história. Trabalho que, por absoluto acaso, teve até um pouco do “ame-o ou deixo-o”, indecoroso e sem sentido slogan da revolução militar de 1964. Assim como existiram aqueles que odiaram, houve quem aplaudisse em pé. A boa audiência prova. Hoje, chega ao fim a série ‘Sob Pressão’, realização conjunta, Globo – Conspiração Filmes, como um passo importante à frente da nossa dramaturgia, ao abordar assunto tão comum à grande maioria do povo brasileiro. Foi quase um documentário do cotidiano de muitos, que estão integrados ou são obrigados a se valer da precariedade do nosso sistema de saúde. E isto através de histórias muito bem amarradas, dirigidas na ponta da agulha e interpretações brilhantes de todo um elenco, encabeçado por Julio Andrade e Marjorie Estiano. Uma, ‘Os Dias Eram Assim’, e outra, ‘Sob Pressão’, revelam que, na sua teledramaturgia, a Globo está, cada vez mais, acertando no atacado e errando no varejo.


Outro interesse
O campeonato francês, até aqui considerado de segunda linha entre os europeus, mudou de cara com a chegada do Neymar e a valorização do PSG. Os direitos para a transmissão da próxima temporada, de acordo com o meio TV, serão intensamente disputados.

Pega mal
Todo mundo sabe e conhece as dificuldades da Bandeirantes. Ainda mais quem está lá dentro. Num momento como o de agora, diretor circular com carro de quase meio milhão de reais, no mínimo, pega mal. Não tem sentido.

Passar o rodo
E se ontem aqui se falou da preocupação do dono Johnny Saad em se colocar ainda mais à frente do destino da Bandeirantes, hoje se pode afirmar que, mais do que nunca, há o interesse de meter mesmo o dedo na ferida. Além da TV, mudanças importantes também estão previstas nas emissoras de rádio.

Rapidinho
Com um ritmo de gravações bem acelerado, por causa dos seus muitos compromissos em outros países, Buddy Valastro encerra domingo, 24, os trabalhos de mais uma temporada do ‘Batalha dos Confeiteiros’ e pega avião para os EUA no mesmo dia. O programa estreia na Record em 2018.

Homens trabalhando
Na sede da Rede TV! em São Paulo, o cheiro de tinta e o barulho das obras serão companheiros de seus funcionários pelo menos até novembro, mês aliás que a emissora completa 18 anos. Todas as suas áreas estão passando por um processo de modernização. Na verdade, em matéria de instalações ela já é uma das mais avançadas do país. Inclusive com a novidade de uma adega, só com carimbados, que nenhuma outra tem.

Biografia
Para ser fiel a verdade e cronologia dos fatos, o início do Marcelo Rezende na televisão não foi na TV Globo, como a maioria considera. Mas na TV Record carioca, participando como colunista de esportes do ‘Noites Cariocas’, apresentado por Scarlet Moon e Nelson Motta.

Avançado no tempo
O ‘Noites Cariocas’, em 1982, era bem avançado para o seu tempo. Tinha ainda as participações de Maurício Dias, Padre Lemos, Eduardo Mascarenhas, Fernando Carvalho, Carlos Eduardo Novaes e Sérgio Bernardes, além do Marcelo. E, de acordo, com o próprio Nelsinho Motta, dava-se o direito a certas liberalidades, como permitir ao Darcy Ribeiro contar da sua participação num concurso de punheta.

Não cai
A demissão do produtor musical Zeca MCA, peça importante do “Manos e Minas”, da TV Cultura desde a mudança de quadro para programa em 2008, não interfere na sequência do produto. “Diante dos questionamentos sobre o possível fim da produção do Manos e Minas, exibido aos sábados, às 19h30, a TV Cultura afirma que não cogita encerrar o programa”, esclarece sua assessoria. “O desligamento de um de seus produtores em nada implica na continuação do programa”, conclui.

Confusão
MCA foi demitido após desentendimento com um operador de áudio na emissora. Nem mesmo o fato de compor a CIPA da empresa, o que lhe garantiria estabilidade, foi capaz de reverter a decisão. O profissional ainda está aguardando uma reviravolta. Só que pelo lado da Cultura, já é caso dado como encerrado.


Preconceito – ‘Tempo de Amar’, estreia da Globo no dia 26, na faixa das 18h, é o segundo trabalho de Lucy Alves na casa. Ela que foi muito bem em ‘Velho Chico’. Agora, faz Eunice, empregada de Celeste(Marisa Orth) que vai se envolver com Dr. Macedo (Cassio Gabus Mendes) e sofrer preconceito da sociedade. 


Bate – Rebate

  • Toda área comercial da Bandeirantes, em São Paulo, está sendo reformulada...
  • ... Sob nova direção, o setor está descartando antigos funcionários.
  • A Globo já definiu que a nova ‘Malhação’ da autora Patrícia Moretzsohn vai estrear em março.
  • Perfeitamente compreensível a reprise do ‘Domingo Show’, do Geraldo Luís...
  • ... Ele foi o único alguém que, desde o começo e mesmo sofrendo demais, ficou ao lado do Marcelo Rezende até o fim...
  • ... E a grande questão que fica é se, no fim, Marcelo foi mais homenageado ou desrespeitado?
  • E, ontem, entre outras mudanças promovidas pelo jornalismo, Luiz Bacci foi efetivado como novo apresentador do ‘Cidade Alerta’.
  • Outra coisa: em vez de 14, como foi colocado aqui e aconteceu no ano passado, serão oito programas nesta nova temporada do ‘Adnight’...
  • ... Estreia no dia 26 de outubro.
  • Sophie Charlotte fará ‘Ilha de Ferro’, uma das novas minisséries da Globo. Gravações em novembro.

C´est fini

Desde a noite de domingo até agora, um dos assuntos mais comentados foi o gol do Corinthians, com a mão, no jogo contra o Vasco. O autor, Jô, é o convidado do “Bola da Vez”, da ESPN, na noite desta terça-feira, sob o comando do João Carlos Albuquerque. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

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