Quadro Negro

21/09/17 às 00:00
(foto: Arquivo Bem Paraná)

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), fez ontem um longo discurso sobre os desdobramentos da operação Quadro Negro, que investiga o desvio de recursos para a construção de escolas. Romanelli repetiu o argumento de que os aditivos assinados pelo governador Beto Richa (PSDB) que beneficiaram a construtora Valor – que teria desviado os recursos, sem fazer as obras – teriam passado por doze instâncias anteriores de análise, e que não haveria como Richa ter conhecimento dos problemas descobertos mais tarde. Segundo ele, a responsabilidade pelos desvios seriam do dono da construtora, Eduardo Lopes de Souz e servidores da Secretaria da Educação.

Delação
O parlamentar também comentou a prisão do ex-diretor da secretaria, Maurício Fanini, no último sábado. E previu que assim como o dono da construtora, ele também deve fechar acordo de delação premiada. “Sabe o que vai acontecer, (Fanini) vai fazer delação premiada. Vai falar que o Eduardo Lopes de Souza, tudo o que ele falou é verdadeiro. A mentira é repetida para os malandros escaparem da cadeia”, alegou o líder governista. “Acusar as pessoas é muito fácil. Acusar político é a coisa mais fácil, virou moda no Brasil hoje. E se os senhores acham que vai melhor, não vai. Vai piorar”, disse Romanelli.

Mensageiro
O líder da bancada de oposição, deputado Tadeu Veneri (PT), lembrou que seu partido tem sido alvo de delações premiadas há pelo menos três anos. “E tenho insistido que da mesma forma que nós dizemos que as delações feitas têm que ser comprovadas por provas o mesmo vale para a Quadro Negro”, afirmou. Veneri considerou, porém, as explicações do líder do governo insuficientes. “Acusar o mensageiro pela notícia ruim não resolve o problema. Você acusar o delator – que deve comprovar a sua delação – não resolve”, disse.

Teto
Por 20 votos favoráveis e seis contrários, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou ontem, em segundo turno, projeto que limita a aposentadoria dos futuros servidores da Capital ao teto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) – o Regime Geral da Previdência Social, atualmente em R$ 5,5 mil mensais. A proposta era o último pendente do pacote de ajuste fiscal apresentado pelo prefeito Rafael Greca (PMN) em março, e também cria um fundo de previdência complementar, vinculado à prefeitura: o CuritibaPrev, que irá gerenciar os recursos. Com aprovação em segundo turno, o projeto segue para sanção do prefeito.

Falhas
Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) comprovou irregularidades pontuais em obras realizadas pela prefeitura de Cascavel com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre elas se destacaram falhas na implementação de corredores de ônibus em avenidas da cidade. O custo total previsto do programa, iniciado em 2014 e ainda em execução, é de US$ 57,5 milhões (aproximadamente R$ 180 milhões em valores atuais). Desse montante, 50% devem corresponder aos recursos do BID e a outra metade à contrapartida do município

Erosão
Entre os problemas encontrados estão fragilidades na fiscalização das obras e serviços de pavimentação que não estavam sendo executados de acordo com as disposições técnicas contratuais, apresentando pontos de baixa qualidade e erosão. Os analistas de controle também comprovaram má qualidade em calçadas, meios-fios e rampas de acesso a portadores de necessidades especiais.Além disso, a unidade técnica observou que os estudos preliminares que embasaram a elaboração do projeto não foram suficientes para prever necessidades futuras.

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