Estudos apontam prós e contras dos eletrônicos para as crianças

25/09/17 às 23:00 - Atualizado às 08:52
Lucas com a mãe, Kelly: uso consciente da tecnologia (foto: Franklin de Freitas)

Com o constante desenvolvimento da tecnologia, uma pergunta que parece ser constante na vida moderna dos pais é se video games são bons ou ruins para os seus filhos? Com o advento de aparelhos eletrônicos, como notebooks, tablets e smartphones, que conquistam rapidamente a atenção das crianças, essa discussão ganhou cada vez mais relevância dentro das famílias e das escolas. Neste cenário tecnológico, pai e mãe ficam motivados, e às vezes até mesmo pressionados, a comprá-los e entregar nas mãos dos pequenos.

Algumas pesquisas apontam que as crianças que brincam com video game são mais criativas. Em contraponto, tem pesquisas que mostram que os jogos eletrônicos causam complicações no desempenho escolar das crianças, além disso, elas passam a ter problemas de socialização. São estudos que divergem e deixam os pais ainda mais confusos sobre o que fazer.

Afinal, os pais devem entregar os jogos eletrônicos para os filhos, ou não? Esther Cristina Pereira, pedagoga com especialização em psicopedagogia e MBA em Gestão e diretora da Escola Atuação, e clara: “tudo o que é demais, faz mal.” A criança precisa aprender a ter limites e cabe aos país essa tarefa. “A tecnologia dos celulares, por exemplo, não deve ser usada como babá”, orienta. “Além do mais para que uma criança com menos de 10 anos precisa de um celular, pois ela não pode ficar sozinha sem a supervisão de um adulto”, diz.

Muitos jogos, programas de televisão e sites na internet têm conteúdos violentos ou que não são apropriados para o público infantil. Cabe ao adulto selecionar e permitir qual tipo de influência os filhos irão absorver, sejam positivas ou negativos. Mas não basta apenas permitir ou proibir o contato com determinados video games ou programas, sentar em família e explicar as razões dos limites colocados para a criança e as consequências em quebrar as regras familiares, ajudam na construção pessoal e social do indivíduo.

O segundo ponto que precisa ter a atenção dos pais é o tempo dedicado aos jogos e aparelhos eletrônicos, não só dos filhos, mas deles próprios. Kelly Karise de Oliveira mãe de Lucas, de 10 anos, conta que o filho não tem celular ou computador. “Ele usa o da família e assim mesmo por tempo limitado”, conta. Kelly reconhece que não é fácil disciplinar o filho, mas concorda que a educação passa também pelo convívio familiar. “Criança precisa brincar ao ar livre”, diz.


Dicas para evitar problemas com oe estudos

1 Fale sobre a importância de aprender


2 Se ainda tiver, mostre seus cadernos de escola


3 Se a criança não quiser fazer a lição, converse e descubra o motivo, já que pode ser por não ter entendido a matéria

4 Estabeleça horários para estudar em casa. É importante que a garotada tenha tempo para brincar e fazer outras atividades que goste

5 Escolha um ambiente tranqüilo, sem barulho de televisão ou rádio, por exemplo. Assim, o seu filho fica mais concentrado

6 Se ele não entender um exercício sobre desenho geométrico, por exemplo, busque objetos que estão ao seu redor para explicar

7 Monte teatrinhos sobre os assuntos estudados ou acrescente músicas explicativas na hora de auxiliar na lição

8 Faça experiências para mostrar na prática algum assunto que tenha aprendido na escola

9 Não fique o tempo todo ao lado da criança, para que não se habitue a fazer a lição apenas na companhia dos pais

10 Oriente seu filho sobre onde e como pode buscar informações sobre o assunto que tem de pesquisar. Mas deixe que ele se interesse e procure pelo tema sozinho

11 Dê preferência, na hora da pesquisa, por sites, livros ou outros materiais de fácil entendimento e voltados para crianças

12 Alerte para que a criança não copie o conteúdo da pesquisa, mas escreva o que entendeu

13 Se possível, leve os filhos a museus ou a outros espaços educativos, principalmente aos com opções interativas, onde possam aprender de forma diferente e divertida

14 Não estimule a memorização dos temas estudados. Peça sempre para explicar o que entendeu

15 Se não souber responder à uma dúvida da criança, anote e transfira a questão para a professora.

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