Pare de elaborar a felicidade

02/10/17 às 00:00 Ronise Vilela | ronisevilela@gmail.com

Assisti há poucas horas The Doors, do Oliver Stone e confesso que deve ter sido a vigésima vez que faço isso.Porém, uma frase sempre me marcou na fala de Jim Morisson, interpretado por Val Kilmer “você acha que as pessoas só querem dois carros e uma casa? elas querem algo sagrado” - quando ele se refere às expectativas do ser-humano.

Desde que iniciei alguns estudos e meu modo de vida mais quântico, ou seja, alinhado com o Universo e a consciência, as percepções naturalmente se aguçaram e por consequência, muitos conceitos caíram por terra e me libertaram para ver a vida como ela é, sem esse pano de fundo das crenças limitantes. Mas isso é um capítulo extenso.

Vamos falar da tal felicidade. Conceituada em prosa, verso, comercial de margarina e especialmente, como atributo a ser recebido por alguém. Nesse momento eu faria uma pergunta bem simples e nem por isso menos profunda:

Quando é que você sente um estado natural de felicidade?

Eu duvido muito, de verdade, que seja quando você compra algo material. Isso aí se chama satisfação. Também desconfio da legitimidade da resposta se por acaso tenha dito que foi finalmente conquistar alguma pessoa, creio que isso seja mais o ego. Agora, se você lembrou de algo que não tenha muita justificativa, mas seus olhos brilham em harmonia com o sorriso bobo e aquela sensação de querer compartilhar com o mundo dessa sensação, amigo, amiga, eu acredito definitivamente que você está na vivência da felicidade.

Porque essa bonitinha é simples, espontânea e pode sim ser treinada. E quando as pessoas chegam para mim e dizem como estou bem e feliz, eu sorrio, porque minha vida não está perfeita naquilo que poderia ser um checklist da felicidade ou da vida ideal. Entretanto, deixo de me abalar por besteiras, por coisas que não posso resolver ou mudar e opto com consciência, direcionar minha energia para algo que me faça bem. Dia desses me chateou uma questão financeira, canalizei toda minha frustração no trabalho e rendi horrores. Em vez de reclamar (reclamei só um pouquinho, bem pouquinho) joguei a vibração em produzir, sai com amigas que faziam a questão da minha companhia e tive um dia excelente.

A felicidade é uma questão de escolha, ela está ao nosso alcance o tempo todo. E não é feliz fake, é felicidade em estado puro. É não dar bola para aquilo que acham ridículo, como minhas conhecidas danças em reuniões familiares. Contudo, é um item indispensável com aqueles que convivo, porque a dança, a música expressa esse estado de forma normal, sem truques, sem mistérios.

E onde se responde ao questionamento de Morrison? Na simplicidade de ser você mesmo. O sagrado está dentro da gente, daquilo que manifestamos com legitimidade, da alegria autêntica, que não precisa de rito, ou acessórios, ela nasce da fascinação pela vida e especialmente da vontade de compartilhar com o outro. Porque aprendi que a felicidade é como uma bebida produzida internamente, cujo sabor se apura quando você oferece a taça ao seu semelhante. Brindemos!

 

0 Comentário

Você precisa acessar o seu perfil para comentar nas matérias.

Blogs
Ver na versão Desktop