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02/10/17 às 00:00
(foto: Franklin de Freitas)

A aliados e amigos, o ex-senador e pré-candidato ao governo do Estado para as eleições de 2018, Osmar Dias (PDT), tem repetido que gostaria de, no ano que vem, estar em um partido em que tivesse liberdade para apoiar a candidatura do irmão, o senador Alvaro Dias (Podemos) à Presidência da República. Ao mesmo tempo, Osmar tem insistido que pretende permanecer no PDT – que tem como pré-candidato à sucessão presidencial o ex-ministro Ciro Gomes.

Prejuízo
Por outro lado, os aliados de Osmar se questionam porque Alvaro não tem feito publicamente menção sobre seu apoio à candidatura do irmão ao comando do governo paranaense. E se perguntam o que aconteceria se os dois não estivessem no mesmo palanque no ano que vem. Quem teria maior prejuízo eleitoral para seu projeto político: Osmar na disputa ao governo, ou Alvaro na eleição para presidente?.

Efeito cascata
A Confederação Nacional dos Municípios divulgou estudo mostrando o efeito cascata dos reajustes nos salários do setor público nas Câmaras de Vereadores. A partir de 2015, com o aumento do salário dos deputados federais para R$ 33.763, as leis orgânicas municipais foram ajustando os repasses de seus vereadores. Como o impacto da medida ocorre no mandato seguinte, os cofres municipais estão sentindo esse impacto neste ano de 2017.

Impacto
Com o aumento de 26%, o gasto com os subsídios dos vereadores que era de R$ 2,561 bilhões, passa a ser de R$ 3,227 bilhões. Uma diferença de R$ 666 milhões para o mandato que iniciou em 2015. Porém, a média atual total do subsídio com vereadores é de R$ 3.423,56.

Onda reacionária
Para o deputado federal paranaense Rubens Bueno (PPS), a pesquisa que detectou que 43% dos brasileiros defendem uma intervenção militar no País reflete a onda reacionária que tem se proliferado não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Para ele, outro ponto que leva ao apoio da intervenção é o desconhecimento histórico, por parte da sociedade, sobre ‘as atrocidades praticadas pela ditadura no Brasil’.

Radicalismo
“Vivemos um momento de crescimento do reacionarismo no mundo que tem como sua maior exemplificação a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Esse mesmo movimento vem crescendo na Europa, em países como a França e Alemanha. No Brasil esse radicalismo cresceu com a série de escândalos de corrupção dos últimos governos, o que deixou a população descrente da política”, avalia Bueno.

Cohab
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) julgou irregular a prestação de contas de transferência voluntária de recursos recebidos pela Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Curitiba. A restituição total determinada é de R$ 32.997,94 e deverá ser paga pela companhia e seus ex-presidentes Ibson Gabriel Martins de Campos e Ubiraci Rodrigues. O primeiro deverá restituir R$ 11.245,60 e o segundo, R$ 21.751,74.

Incompatível
Os valores a serem devolvidos são parte dos R$ 298.736,30 repassados, em 2012, à Cohab pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), então presidida por Mounir Chaowiche, e se referem à incompatibilidade de gastos com o Plano de Aplicação do convênio. O objetivo da parceria era construir ou custear reformas em 343 unidades habitacionais destinadas à população de baixa renda da capital.

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