Mentor do time de 2017, Pastana diz que fica no Paraná em 2018

04/10/17 às 15:55 - Atualizado às 17:12 Silvio Rauth Filho
Rodrigo Pastana: "Mmuitos técnicos brasileiros estão supervalorizados" (foto: Geraldo Bubniak)

O executivo de futebol do Paraná Clube, Rodrigo Pastana, afirmou que permanecerá no clube na temporada 2018, independente da equipe conseguir o acesso para a primeira divisão ou permanecer na Série B. Ele foi o mentor da equipe de 2017, principal responsável por contratar os jogadores e os três treinadores que passaram pelo clube. E fez isso com baixo orçamento, sem dinheiro para aquisição de direitos econômicos de atletas e trazendo reforços com salários baixos.

Mesmo com uma das menores folhas salariais da Série B, o Paraná é o vice-líder da competição e, desde o início do ano, vem fazendo boas campanhas em todas as competições.

Pastana afirmou que ficará no clube em 2018. “Independente do acesso”, disse ele, em entrevista para a rádio Transamérica, nessa quarta-feira (dia 4) pela manhã.

As renovações contratuais de jogadores para 2018 ainda estão em fase inicial e Pastana demonstra otimismo. Segundo ele, mesmo que o time não consiga o acesso, não terá dificuldades para manter a base do elenco. “Temos um ambiente de trabalho excelente. Parece repetitivo a gente sempre falando isso. Mas é um ambiente muito bom mesmo. Ninguém vai deixar o Paraná sem antes falar com a gente”, declarou.

Pastana confessou, porém, que alguns casos são especiais. “É dificil manter o Renatinho e o Brock se não subir”, disse. Subindo para a primeira divisão, o Paraná poderá oferecer salários maiores para esses jogadores e tentar competir com as ofertas que vão surgir no mercado. Se não subir, a tendência é que clubes da primeira divisão e do Exterior façam propostas irrecusáveis para o clube e para os jogadores.

Do atual elenco, o Paraná conta apenas com quatro jogadores emprestados por outros clubes: o volante Gabriel Dias (Palmeiras), o zagueiro Iago Maidana (São Paulo), o meia João Pedro e o atacante Giovanny (ambos do Atlético-PR).

O executivo também explicou que procurou contratar jogadores em 2017 que se encaixassem em um estilo de jogo. A preocupação não foi apenas com a qualidade. Além disso, afirmou que buscou atletas com bom histórico em categorias de base e, ao mesmo tempo, com “fome de bola”. Ou seja, jogadores que tinham poucas oportunidades nos clubes anteriores.

As características de jogo do elenco para 2017, contou Pastana, foram determinadas a partir do orçamento do clube. “O presidente chega e apresenta o orçamento. Se o orçamento é esse, então tenho que formar uma defesa sólida. Jogar com transição rápida, com jogadores leves na frente”, disse.

Sobre a grande fase de Renatinho, o executivo explicou que o jogador vinha atuando fora de posição em outros clubes. No Guarani e no Mirassol, acabou escalado sempre como extremo (meia ofensivo aberto pelo lado do campo). No Paraná, Renatinho vem jogando como meia ofensivo centralizado, próximo do centroavante.

O presidente do Paraná, Leonardo de Oliveira, recebeu elogios de Pastana. Segundo o executivo, é raro no futebol brasileiro um dirigente eleito ter tanta convicção nas decisões.

Em outros clubes, segundo Pastana, os dirigentes eleitos (os estatutários) acabam atrapalhando o departamento de futebol. “O grande problema do futebol brasileiro é esse, o dirigente estatutário. Eles não têm convicção”, disse. “Aí chega um presidente de torcida organizada fala algo e muda tudo”, afirmou.

Outra declaração forte de Pastana foi sobre os treinadores brasileiros. “Tem muito técnico que não merece estar onde está. Muitos estão supervalorizados”, disse, sem citar nomes para os “enganadores”. No entanto, o executivo elogiou alguns profissionais, como Matheus Costa, Fábio Carille (Corinthians), Osmar Loss (auxiliar no Corinthians) e Sandro Forner (técnico do sub-20 do Coritiba).

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